(VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA - SISTEMAS DE INFORMAÇÃO) SIM


SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE MORTALIDADE – SIM


O Sistema de Informação de Mortalidade - SIM está implantado em todo o Paraná e tem como fontes de informação os hospitais, o Instituto Médico Legal, 650 cartórios, 399 municípios e 22 Regionais de Saúde, registrando uma média anual de 62.000 óbitos.
A subnotificação ainda é um problema no Estado, evidenciado quando se faz busca ativa ou cruzamentos de informações de diferentes sistemas (SIAB, SHI, SIMI) e por varredura nos locais de captura das declarações de óbito (cemitérios, cartórios, hospitais, igrejas, meios de comunicação).
A vigilância epidemiológica dos óbitos em geral é um evento de notificação compulsória, praticado através do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) – Seleção de Causa Básica (SCB), sistema padrão do Ministério da Saúde, atualmente instalado na CELEPAR representando uma base única de dados para os técnicos que realizam o trabalho de análise dos óbitos, subsidiando identificação quanto as suas principais causas, obtendo um real diagnóstico da situação da mortalidade no Estado.
Nos últimos anos, o Paraná vem revisando 100% dos óbitos (62.000/ano), sendo que, em média, 10% (6.200) das Declarações de Óbitos (DO) são corrigidas. Este trabalho foi iniciado em 1995, e hoje é realizado por 02 médicos, como objetivo de primar pela fidedignidade das informações, com conferência dos códigos informados pelos codificadores municipais para as patologias registradas no documento.
A causa básica é selecionada pelo SCB, um programa de computador criado com essa finalidade e é ela que será analisada e computada nos relatórios de mortalidade, gerados a partir de softwares específicos. Todas as DOs com incorreções são xerocadas e encaminhadas às respectivas secretarias municipais para a devida correção. Em seguida, novo lote deve ser criado e remetido para a Regional de Saúde, que fará a transmissão para a CELEPAR, realizando a sobreposição das informações. É necessário desenvolver cursos de codificação de causa básica no Estado visando diminuir o percentual de erros identificados.
Quanto ao fluxo das declarações de óbito, são digitadas diariamente nas secretarias municipais de saúde e enviadas às Regionais de Saúde. Municípios com 09 ou menos eventos/mês transmitem 01 vez ao mês, com 10 a 59 eventos/mês transmitem a cada 15 dias e aqueles com mais de 60 eventos/mês transmitem semanalmente. Das RS para o nível central a transmissão é semanal e do nível central estadual para o MS a cada 03 meses, conforme Portaria do MS. As DOs de Curitiba seguem um fluxo diferenciado, sendo captadas diretamente na central de luto do município, antes, portanto, de terem sido registradas em cartório.
O Estado do Paraná tem 100% de regularidade em relação ao envio trimestral para o MS, 100% de regularidade em relação ao envio de dados das RS para o nível central e 90% de regularidade em relação ao envio de dados dos municípios para as Regionais. Nestes casos os principais fatores para quebra da regularidade são atribuídos a problemas técnicos com microcomputadores e troca de operadores nos municípios.
A emissão de relatórios do SIM ocorre de 03 formas: tabela de dados de mortalidade emitida através do Boletim Epidemiológico (semestralmente); tabelas específicas que atendem a PPI (Programação Pactuada e Integrada) disponibilizadas na página da SESA-PR; e está em fase de implantação o programa de tabulação TABNET-PR no site que permitirá aos usuários emitirem todos os tipos de relatórios para análise do perfil de mortalidade no Estado do Paraná.
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