(Cest) Fluxos


· O hospital identificando o óbito, a amputação ou outro agravo considerado evento sentinela efetuará o registro inicial, através da Ficha de Notificação de Acidente Grave;
· A VISA local tendo acesso a Notificação procederá a investigação do evento sentinela e emitirá um Relatório Técnico com a descrição do acidente, o levantamento e identificação das causas e as medidas corretivas implantadas ou a serem implantadas no ambiente de trabalho ou procedimento de trabalho;
· A RS/CEREST avaliará as informações concluindo a investigação, encerrando o caso, subsidiando a Notificação para estabelecimento do nexo–causal;
· A RS registrará as informações da investigação no Banco de Dados.

A Regional de Saúde ficará responsável pelo recebimento do Relatório Técnico da Investigação do Agravo e da Ficha de Notificação para proceder o registro das informações no Banco de Dados. Mensalmente as informações serão analisadas, a partir do Banco de Dados, pela Regional de Saúde (assessorada pelo CEST), para avaliar as necessidades de aperfeiçoamento do processo considerando a Notificação, Investigação e Conclusão dos casos.
O CEST ficará responsável em disponibilizar Relatórios periódicos (mensal ou bimestral) afim de subsidiar sobre as ações desenvolvidas.

É inegável que o entendimento da Saúde do Trabalhador transcendeu os limites definidos na área do trabalho para uma perspectiva de saúde mais ampla no contexto da sociedade. Por outro lado, as instituições de saúde que alicerçam esta perspectiva enfrentarão desafios muito maiores em complexidade, tanto em nível de prevenção quanto de atendimento específicos. Um dos entendimentos é de que este processo de intervenção deva ser dado pela perspectiva sistêmica, de atuação dos atores em estreita colaboração e de monitoramento que se obtém a partir das novas possibilidades da tecnologia da informação. Novas ferramentas de intervenção, a partir do conceito das redes também são considerados neste modelo. Apesar deste consenso no que se refere a este contexto, existem profundas divergências políticas e que se justificam em divergências técnicas, tornando o processo de implantação mais lento do que se poderia esperar. Podem-se citar alguns fatores críticos a serem enfrentados, mas que não podem ser desprezados.
· Dificuldade de operacionalização no tocante ao preenchimento das fichas em decorrência da heterogeneidade dos profissionais envolvidos nos diferentes serviços de atendimento.
· Complexidade na definição do agravo relacionado ao trabalho.
· Falta e rotatividade dos profissionais objetivados para trabalharem neste processo.

Deste modo é preciso levar conta algumas estratégias que revertam esta situação no médio e longo prazo. Por exemplo:
· Necessidade de um processo de aprendizagem, aperfeiçoamento e integração dos processos de entrada de dados, pois somente as fichas tal como se apresentam demonstram uma série de problemas de operacionalização, como excessivo número de campos, além da assincronia na aquisição de dados pelo sistema (necessidade de digitação).
· Necessidade de que este sistema de informação seja efetivamente usado no sentido de redes, como uma definição mais ágil de intervenção em nível local e que seja decorrente de uma análise crítica, com base em vigilância e pesquisa (conhecimento).
· Necessidade de uma articulação interinstitucional, com representantes legítimos da classe trabalhadora e profissionais engajados no entendimento dos reais benefícios que o SINAN acarreta.

Temos como expectativa que o SINAN NET saúde do trabalhador contribua para que o processo de Vigilância Epidemiológica na Saúde do Trabalhador ocorra de forma efetiva.
Atividades interinstitucionais, com profissionais de diversas áreas e representantes da classe trabalhadora, que legitimem a promoção da Saúde do Trabalhador, no sentido ético e sustentável.

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