O que você precisa saber sobre a campanha de vacinação contra a gripe

Qual é o período de vacinação?
Entre 25 de abril a 20 de maio de 2016. O horário de funcionamento dos postos de vacinação é das 8 às 17 horas, podendo ser alterado conforme definição da secretaria de saúde de seu município.

Onde está sendo realizada a vacinação?
Nas 2,2 mil unidades de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) espalhados por todo o Paraná. Recomendamos buscar o mais próximo de sua residência. Além disso, os municípios podem organizar postos volantes de vacinação (praças, supermercados, etc), principalmente no dia D de vacinação (25 de abril).

Quem deve receber a vacina?
O público-alvo desta campanha são pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), crianças entre seis meses e um ano, 11 meses e 29 dias, profissionais de saúde, indígenas, pessoas privadas de liberdade, além dos doentes crônicos. Os grupos prioritários são recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e fazem parte da estratégia do Ministério da Saúde.

Quem está dentro do grupo de doentes crônicos?
O grupo é formado por pessoas: que tenham HIV/Aids; transplantados de órgãos sólidos e medula óssea; doadores de órgãos sólidos e medula óssea devidamente cadastrados nos programas de doação; imunodeficiências congênitas; imunodepressão devido a câncer ou imunossupressão terapêutica; comunicantes domiciliares de imunodeprimidos; profissionais de saúde; cardiopatias; pneumopatias; asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas; diabetes mellitus; fibrose cística; trissomias; implante de cóclea; doenças neurológicas crônicas incapacitantes; usuários crônicos de ácido acetilsalicílico; nefropatia crônica/síndrome nefrótica; asma e hepatopatias crônicas.

Onde os doentes crônicos devem se vacinar?
Neste ano os doentes crônicos poderão se vacinar nas unidades de saúde e nas unidades volantes, desde que estejam com a prescrição médica. Preferencialmente, os pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS, deverão se dirigir aos postos onde realizam o tratamento.
Se na unidade de saúde onde eles são atendidos regularmente não existir um posto de vacinação, os pacientes devem solicitar prescrição médica e se dirigirem a outro posto.

Quais são os vírus que a vacina protege?

A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado que são: Influenza A (H1N1); Influenza A (H3N2) e Influenza B.

Porque nem todo mundo recebe vacina gratuitamente?
O Brasil, assim como todos os países que usam esta vacina, segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar os grupos com maior vulnerabilidade para complicações e mortes. A maioria dos casos de gripe são casos leves e que se resolvem espontaneamente sem sequelas ou complicações. Entretanto, nos grupos mais vulneráveis, o caso pode se complicar e gerar outras doenças graves, como a pneumonia bacteriana.

Por que a população prisional (pessoas privadas de liberdade) está entre os grupos prioritários?
A preocupação do Ministério da Saúde em vacinar esta população contra a gripe é porque este é um grupo que tem alta prevalência da doença e um risco maior de ter uma complicação respiratória. Ao proteger a população prisional, a cadeia de transmissão da gripe é bloqueada para pessoas que visitam este grupo, para familiares de quem trabalha em penitenciária e para quem tem contato com trabalhador ou com visitante deste grupo.

Por que crianças com menos de seis meses não serão vacinadas?

A vacina disponível atualmente não é recomendada para o grupo de menores de seis meses em razão de não haver estudos que demonstrem a qualidade da resposta imunológica, ou seja, a proteção não é garantida.

Quem recebeu a vacina no ano passado, precisa se imunizar de novo?
Sim. A produção da vacina é anual e pode mudar conforme os vírus que circularam no ano anterior.

Por quanto tempo dura a imunização pós-vacina?
Dura de 6 a 8 meses.

Há alguma contraindicação da vacina?
A vacina só não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo – usada na sua fabricação.

A vacina contra a gripe causa algum efeito colateral?
Não. A vacina usada na campanha contra a gripe é segura e bem tolerada. Em poucos casos podem ocorrer manifestações de dor ou endurecimento no local da injeção.

É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?
Não é obrigatória a apresentação da caderneta de vacinação, mas este documento é necessário para atualização de outras vacinas do calendário de vacinação.

A vacina contra gripe imuniza contra resfriado?

Não, pois o resfriado é diferente de gripe. A vacina não imuniza contra o resfriado causado por outros vírus.

Qual a diferença entre a gripe sazonal e a influenza A (H1N1)?
São gripes causadas por diferentes subtipos do mesmo vírus da influenza. O subtipo A (H1N1) foi o causador da pandemia de 2009 e continua circulando, bem como os outros subtipos.
Os sintomas da gripe sazonal e H1N1 são parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. O importante é que a pessoa que apresentar algum desses sintomas procure o serviço de saúde para receber o tratamento com o antiviral Oseltamivir, quando indicado.

Em quanto tempo o antiviral Oseltamivir deve ser indicado?
Se o medicamento antiviral for prescrito em até 48 horas, a chance de cura é de aproximadamente 100%. Também não há registro de efeitos colaterais significativos. Portanto, qualquer paciente pode receber o medicamento.

Resfriado comum e síndrome gripal são a mesma coisa?
Não. O resfriado comum é também chamado de coriza aguda e caracteriza-se pela inflamação das vias aéreas superiores, com obstrução nasal e/ou tosse.
Geralmente a pessoa com resfriado não tem febre. A síndrome gripal é a doença aguda, com febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta e também com infecção aguda das vias aéreas superiores (faringe, laringe, amídala e traquéia)

Como ocorre a transmissão?
O vírus é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou do espirro e, principalmente, pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas ao se tocar superfícies contaminadas e depois levar a mão ao rosto.

Quais as medidas de proteção para a população não vacinada?
Para se prevenir, as pessoas devem ser orientadas a tomar alguns cuidados de higiene como: lavar bem, e com frequência, as mãos com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e, ainda, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
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