Vacina Contra a Dengue - 3ª Dose

Esclareça todas as suas dúvidas sobre a vacinação contra a dengue no Paraná.

Qual é o novo período de vacinação contra a dengue no Paraná?

A 4ª etapa da campanha de vacinação contra a dengue no Paraná acontece de 20 de março a 28 de abril de 2018. Duas grandes mobilizações (dia D) estão programadas para a abertura da campanha, no dia 20 de março, e no dia 24 de março. Nesses dias, as unidades de saúde funcionarão em horário especial e equipes volantes vão vacinar em diversos pontos das cidades para facilitar o acesso da população.

Qual o público-alvo da campanha de março/abril de 2018?
Para esta etapa, será aplicada somente a terceira dose da vacina. Portanto, a vacinação é limitada a pessoas que já tomaram a primeira e a segunda dose nas etapas anteriores.

Em Paranaguá e Assaí, o público-alvo da campanha vai de 9 a 44 anos, porque os dois municípios enfrentaram as piores epidemias do Paraná em 2015/2016. Ambas registraram mais de 8 mil casos de dengue a cada 100 mil habitantes, o que motivou ampliar a faixa etária a ser imunizada. Nas outras 28 cidades que fazem parte da campanha, a população a ser vacinada abrange pessoas de 15 a 27 anos de idade, faixa etária que concentra 30% do total de casos de dengue no Estado.

Quantas doses são necessárias?
São três doses, com intervalo de seis meses entre as aplicações. A primeira campanha foi em agosto de 2016, a segunda em março de 2017 e a terceira em setembro de 2017. A quarta fase, que ocorre de 20 de março a 28 de abril, é para pessoas que já tomaram a primeira e a segunda dose da vacina em etapas anteriores. Aproveite mais esta chance e complete seu esquema vacinal.

Quais são as cidades que recebem a vacina?
1. Assaí
2. Bela Vista do Paraíso
3. Boa Vista da Aparecida
4. Cambará
5. Cambé
6. Cruzeiro do Sul
7. Foz do Iguaçu
8. Ibiporã
9. Iguaraçu
10. Itambaracá
11. Jataizinho
12. Leópolis
13. Londrina
14. Mandaguari
15. Marialva
16. Maringá
17. Maripá
18. Munhoz de Mello
19. Paiçandu
20. Paranaguá
21. Porecatu
22. São Miguel do Iguaçu
23. São Jorge do Ivaí
24. São Sebastião da Amoreira
25. Santa Isabel do Ivaí
26. Santa Fé
27. Santa Terezinha de Itaipu
28. Sarandi
29. Sertanópolis
30. Tapira

Por que foram selecionados os 30 municípios para receber a vacina?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a aplicação da vacina contra a dengue onde houve a circulação do vírus. É o caso dos 30 municípios selecionados para a campanha no Paraná. Eles concentravam 71,1% dos casos registrados no Paraná, 87,9% dos casos graves e 82,5% das mortes por dengue (52 dos 63 óbitos por dengue em 2016).

Onde será realizada a vacinação?
A vacinação será realizada nas unidades de saúde, universidades, escolas e outros locais selecionados pelos municípios que fazem parte da campanha. Cada cidade define em quais locais a vacina estará disponível e em quais horários. Verifique na secretaria de saúde do seu município.

O que devo apresentar para receber a vacina?
Para receber a vacina é necessário apresentar documento de identificação e a carteira de vacinação.

A vacina da dengue imuniza contra outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como a zika e a chikungunya?
Não. A vacina é indicada somente para a prevenção da dengue. Portanto, os cuidados para evitar a proliferação do mosquito devem continuar.

Existe contraindicação para a vacina da dengue?
Sim.

Não devem tomar a vacina:
  • Gestantes;
  • Mulheres que amamentam;
  • Pessoas com baixa imunidade congênita ou adquirida;
  • Pessoas em tratamento com corticoides em dosagens elevadas e prolongadas;
  • Pessoas em tratamento de radioterapia e quimioterapia;
  • Pessoas em estado febril (neste caso, é necessário aguardar a melhora da febre para se vacinar);
  • Pessoas com HIV/AIDS;
  • Pessoas fora da faixa etária de 9 a 45 anos;
  • Pessoas com qualquer contraindicação médica.
A vacina causa algum efeito colateral?
Em geral, a vacina é bem tolerada pelo organismo. Os efeitos colaterais mais comuns são dores leves, calor e inchaço no local da injeção (aplicada por via subcutânea na região superior do braço). Algumas pessoas também podem apresentar febre e dor de cabeça.

A Secretaria de Estado da Saúde monitora os vacinados nos 30 municípios que receberam a campanha e não registrou reação adversa grave. Somente foram notificadas reações locais e leves. Todos os casos identificados de manifestações adversas tiveram recuperação total.

A vacina causa dengue?
Não. A vacina não induz ao aparecimento da doença. A dengue é causada apenas pela picada do mosquito infectado com o vírus.

Por quanto tempo a vacina protege contra a dengue?

Desde que foram iniciados os estudos sobre a efetividade da vacina, ela tem demonstrado proteção duradoura após as três doses.

Quais cuidados a população não vacinada deve tomar?
Com a incorporação da vacina nos 30 municípios endêmicos, será possível diminuir a circulação do vírus e proteger indiretamente também as pessoas que não foram imunizadas. Porém, a vacinação não substitui os cuidados necessários para o controle do mosquito Aedes aegypti. Todos devem continuar eliminando recipientes que acumulam água para evitar a infestação pelo mosquito transmissor que, além da dengue, também pode transmitir outras doenças, como a zika e a chikungunya.

Se eu já tive dengue, posso tomar a vacina?
Sim, após 30 dias. Mesmo quem já teve dengue e está na faixa etária indicada para receber a vacina nos municípios selecionados deve ser vacinado. Entretanto, na quarta etapa da campanha, só será oferecida a terceira dose da vacina.

E se eu nunca tive dengue, devo tomar a vacina mesmo assim?
Sim. Os 30 municípios selecionados para recebem a vacina da dengue são locais que já enfrentaram epidemias e alta circulação viral. Se você vive nos municípios da campanha, provavelmente já esteve em contato com o vírus da dengue, pois em mais de 70% dos casos a doença não apresenta sintomas. Portanto, se já tomou a primeira e a segunda dose, procure a unidade de saúde e vacine-se.

A vacina é eficaz?
A vacina é eficaz. Ela passou por 20 anos de pesquisas e estudos que demonstraram proteção de 93% contra a dengue grave e redução de 80% das internações pela doença.

A vacina é segura?
A vacina é segura. Além de ter passado por 20 anos de pesquisas e estudos pela empresa responsável, o Paraná também realiza o monitoramento de vacinados dos 30 municípios e, desde o início da campanha, não identificou nenhum tipo de reação adversa grave, apenas reações leves como dor e inchaço no local da aplicação da injeção.

Quem for vacinado corre o risco de pegar dengue e o quadro agravar (dengue grave)?

Não. A Secretaria de Estado da Saúde faz o monitoramento cruzado entre vacinados e novos casos confirmados de dengue. Desde agosto de 2016, quando foi definida a campanha de vacinação contra a dengue, foram confirmados 1.241 casos de dengue no Paraná e nenhuma morte pela doença, sendo que somente 49 pessoas vacinadas foram notificadas com dengue leve sem confirmação laboratorial, apenas suspeita clínica. Isso representa 0,02% do total de vacinados (valores atualizados em fevereiro de 2018).

Ouvi dizer que a vacina foi proibida no Brasil, isso é verdade?

Não, o que mudou foi a recomendação da vacina. Agora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. Entretanto, a nova recomendação não interfere na campanha, ela apenas reforça a estratégia adotada pelo Paraná: a de vacinar áreas endêmicas/epidêmicas, como é o caso dos 30 municípios que recebem a vacina no Estado.

A decisão de adoção da vacina foi tomada com base em critérios epidemiológicos consistentes dos últimos cinco anos no estado do Paraná e seguindo recomendações de órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, a campanha foi direcionada somente aos 30 municípios endêmicos/epidêmicos. São cidades que concentraram 71,1% dos casos registrados no Paraná, 87,9% dos casos graves e 82,5% das mortes por dengue do Estado, que enfrentaram epidemias consecutivas e registraram grande magnitude de casos.

Tendo em vista que mais de 70% dos casos de primeira infecção por dengue é assintomática, ou seja, a pessoa não identifica a doença, mesmo aqueles que não
tiveram o diagnóstico e vivem em cidades endêmicas podem ter tido contato com o vírus.

Por que idosos e crianças abaixo de 9 anos não são vacinados?

Porque a vacina só está aprovada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a faixa etária entre 9 e 45 anos. Entretanto, com a vacinação em municípios endêmicos, é possível diminuir a circulação do vírus e proteger indiretamente também as pessoas que não foram imunizadas.

Ainda restam dúvidas? Acompanhe as atualizações no decorrer da campanha no site da Secretaria da Saúde.
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