(DECA - AIDS / DST) Vigilância Epidemiológica e Controle


Objetivos: Prevenir a transmissão e disseminação do HIV e reduzir a morbi-mortalidade associada à essa infecção.

Notificação: Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao Ministério da Saúde.

Definição de caso: Entende-se por caso de aids o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas pelo Ministério da Saúde: infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário, com ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou conseqüentes a doenças oportunísticas (infecções e neoplasias). Os critérios para caracterização de casos de aids estão descritos na publicação Critérios de definição de casos de aids em adultos e crianças (2004). Essas definições estão resumidas logo mais adiante.

MEDIDAS DE CONTROLE
Prevenção da transmissão sexual: Baseia-se na informação e educação visando a prática do sexo seguro pela redução do número de parceiros e uso de preservativos.
Prevenção da transmissão sangüínea

Transfusão de sangue: todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado para detecção de anticorpo santi - HIV. A exclusão de doadores em situação de risco aumenta a segurança da transfusão, principalmente por causa da “janela imunológica”;

Hemoderivados: Os produtos derivados de sangue, que podem transmitir o HIV, devem passar por processo de inativação do vírus;

Injeções e instrumentos pérfuro-cortantes: Quando não forem descartáveis devem ser meticulosamente limpos para depois serem desinfetados e esterilizados. Os materiais descartáveis, após utilizados, devem ser acondicionados em caixas apropriadas, com paredes duras, para que acidentes sejam evitados. O HIV é muito sensível aos métodos padronizados de esterilização e desinfecção (de alta eficácia), sendo inativado por meio de produtos químicos específicos e do calor, mas não inativado por irradiação ou raios gama;

Prevenção da transmissão perinatal: É feita com uso de zudovidina (AZT) durante gestação e parto por mulheres infectadas pelo HIV e o AZT xarope por crianças expostas, que deverão ser alimentadas exclusivamente com fórmula infantil. Outras orientações do Ministério da Saúde como o parto cesáreo e diminuição do tempo de rotura das membranas também contribuem para a redução da transmissão vertical. No entanto, a prevenção da infecção na mulher é ainda a melhor abordagem para se evitar a transmissão da mãe para o filho.

Prevenção de outras formas de transmissão: Como doação de sêmen e órgãos: é feita por uma rigorosa triagem dos doadores.
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