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Aranha-Marrom

DESCRIÇÃO E HÁBITOS

As “aranhas marrons” (Loxosceles sp) são muito comuns em Curitiba, Região Metropolitana, região de Irati, Ponta Grossa, Guarapuava, União da Vitória, Pato Branco e Jacarezinho, ocorrendo em menor freqüência em todo o Estado. É importante lembrar que este gênero de aranha ocorre em vários países do mundo.
 

Loxosceles
intermedia - macho

São animais pequenos, medem em torno de 4cm de diâmetro quando adultos. Sua coloração é marrom e possuem pernas longas e finas.

Não são agressivas, gostam de lugares escuros, quentes e secos. No ambiente externo, vivem debaixo de cascas de árvores, em folhas secas, em buracos, em telhas e tijolos empilhados, muros velhos, paredes de galinheiro e outros. Dentro das casas, ficam atrás de quadros, armários, entre livros, caixas de papelão e outros materiais que não são muito remexidos. Importante lembrar que materiais de construção (como tijolos, telhas, lajotas, azulejos, madeiras) guardados também servem de abrigo para as aranhas.

Abrigo em ambiente externo

Abrigo em ambiente interno

Constroem teias irregulares com aparência de algodão esfiapado e se alimentam de pequenos animais como o tatuzinho e principalmente insetos, como formigas, pulgas, traças, preferencialmente cupins.

COMO ACONTECEM OS ACIDENTES

As Loxosceles saem em busca de alimento à noite, e é neste momento que podem se esconder em roupas, toalhas, roupas de cama e calçados.

Os acidentes acontecem quando a pessoa, ao se vestir, ou mesmo durante o sono, comprime a aranha contra a pele.

A picada nem sempre é percebida pela pessoa, por ser pouco dolorosa. A dor pode iniciar várias horas após.

As alterações locais mais comuns são: dor em queimação, vermelhidão, mancha roxa, inchaço, bolhas, coceira e enduração. Dias após, podem ocorrer outras alterações como necrose, dor de cabeça, mal-estar geral, náusea, dores pelo corpo.

Lesão inicial em coxa, com poucas horas de evolução

Lesão com 7 dias em coxa.

MEDIDAS PREVENTIVAS
É importante salientar que, para uma “praga” se estabelecer em um ambiente, são necessárias algumas condições ideais que podemos chamar de 4 AS:

  • Acesso – por onde o animal entrou no ambiente (frestas, vãos, buracos)
  • Abrigo – locais onde as aranhas podem se esconder (atrás de móveis, quadros, entulhos)
  • Alimento – principalmente insetos
  • Água

Assim como as aranhas, qualquer praga, como ratos, baratas, mosquitos, escorpiões, encontrando estas condições, certamente irão se proliferar neste ambiente.

LOCAIS DE ATENDIMENTO E INFORMAÇÕES
No caso de ocorrência do acidente com a “aranha marrom”, procurar o quanto antes o posto de saúde mais próximo. Se possível levar junto a aranha causadora do acidente, para auxiliar na rapidez do diagnóstico.

Telefones Úteis

  • Curitiba – Centro de Controle de Envenenamentos - CCE – 0800 41 0148

  • Londrina – Centro de Controle de Intoxicações - CCI – (43) 3371-2244

  • Maringá – Centro de Controle de Intoxicações - CCI - (44) 2101-9127

  • Cascavel – Centro de Assistência em Toxicologia - CEATOX – 0800 645 1148

  • Curitiba – Divisão de Zoonoses e Intoxicações – (41) 3330-4470

  • Piraquara – Centro de Pesquisa e Produção de Imunobiológicos – CPPI – (41) 3673-8800

COMO ENVIAR AMOSTRAS PARA IDENTIFICAÇÃO
A identificação do gênero dos animais peçonhentos encontrados pela população é muito importante para os serviços de saúde, principalmente para o desencadeamento das ações de vigilância em saúde. Caso exista interesse em encaminhar aranhas ou escorpiões para identificação, poderão ser seguidos os seguintes passos:

  • Coletar o animal com segurança em um recipiente e matá-lo com álcool;

  • Para o transporte, a melhor maneira é umedecer com álcool uma mecha de algodão, colocá-la no fundo de um recipiente, colocar a aranha ou escorpião e por cima outra mecha umedecida no álcool;

  • Tampar o recipiente e etiquetar com as informações sobre o local de coleta (ficha em anexo) e entregá-lo em um serviço de saúde mais próximo e solicitar que seja enviado para identificação na Secretaria Estadual de Saúde/ Centro de Saúde Ambiental/ Divisão de Zoonoses. Rua Piquiri, 170, Curitiba/Pr CEP 80230-040.

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