Busca Saúde

(Doença Diarréica Aguda) Monitorização


A Monitorização das Doenças Diarréicas Agudas (MDDA) foi implantada no Paraná em 1992 com o objetivo de identificar mudanças no comportamento das doenças diarréicas agudas e deflagrar a vigilância epidemiológica para a possibilidade de ser cólera ou outra causa e proceder a devida investigação.

Com a proposta do modelo do Ministério da Saúde, implantado no Paraná em 1996, a MDDA além de analisar as mudanças no comportamento epidemiológico dessas doenças, busca identificar a ocorrência de surtos diarréicos, investigar a possível causa determinando medidas de controle e evitar a ocorrência de novos surtos, principalmente surtos intradomiciliares que não manifestam grandes alterações na freqüência de casos mas de importância fundamental devido ao grande número de ocorrência.

A importância fundamental da MDDA é na Unidade de Saúde, onde ocorre a identificação imediata, tomada de decisões em tempo hábil e, na Vigilância Municipal em seu consolidado na análise macro do município.

A MDDA mostra-se como instrumento prático, de fácil aplicação, sem complexidade técnica e de grande valor para a vigilância à saúde nos municípios.

Analisando a MDDA no período de 2000 a 2002 no Estado do Paraná, verificou-se um aumento do número de casos, demonstrando uma melhoria do serviço de saúde com maior abrangência da monitorização; na distribuição por faixa etária notou-se que as mais atingidas foram de 1 a 4 anos e de 10 anos e mais conforme o esperado; quanto ao plano de tratamento, predominou o plano A, a qualidade da informação melhorou, mostrando alta taxa de ignorados para o plano de tratamento em 2000 diminuindo nos anos seguintes; na distribuição temporal, demonstrou-se uma certa sazonalidade como esperado para esse grupo de agravos com elevação nos meses quentes, notando-se momentos de elevação sugerindo desequilíbrio no comportamento do agravo.

Neste nível de agregação de casos não é possível identificar surtos que poderiam ser evidenciados em populações mais restritas como nos municípios onde pode estabelecer vínculos entre os casos, sazonalidade, situações específicas, caracterização de surtos ou desequilíbrios tornando imperiosa a interferência da vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental para adoção das medidas necessárias para seu controle.

É imprescindível a conscientização dos profissionais de saúde que atuam nessa área para termos maior efetividade nos resultados deste trabalho, concentrando esforços no sentido de prevenir a ocorrência de surtos de agravos possíveis de detecção e controle, principalmente mediante uma identificação precoce, oferecendo uma melhor qualidade de vida à população.
Recomendar esta página via e-mail: