(Vigilância Epidemiológica) Informações

O propósito do Programa Nacional de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos é o de diminuir a letalidade dos acidentes ofídicos e escorpiônicos, através do uso adequado da soroterapia e de diminuir o número de casos através da educação em saúde.

Notificação: todo acidente por animal peçonhento atendido na Unidade de Saúde deve ser notificado, independentemente do paciente ter sido ou não submetido à soroterapia. Existe uma ficha específica, que se encontra disponível nas unidades de saúde e que deve ser corretamente preenchida por se constituir em instrumento fundamental para o conhecimento da abrangência desse tipo de agravo em nível local/regional, possibilitando o estabelecimento de normas de atenção adequadas à realidade local.

Investigação Epidemiológica: os casos isolados não requerem a investigação epidemiológica. Na ocorrência de vários casos associados, o serviço de vigilância deve investigar visando observar se existem áreas de desmatamento, os costumes culturais da comunidade e orientar sobre as medidas de prevenção.

Definição de Caso
Suspeito: paciente com queixa de acidente por animal peçonhento, podendo apresentar sinais ou sintomas de envenenamento, tendo trazido ou não o agente causador do acidente para identificação.

Confirmado: paciente com evidências clínicas de envenenamento, podendo ou não ter trazido o animal causador do acidente. A confirmação do acidente pode ser feita com base em dados clínicos aliados ao reconhecimento do animal que provocou o acidente ou somente em achados clínicos. O diagnóstico de certeza se dá quando, além das alterações decorrentes do envenenamento, o animal causador do acidente foi trazido para reconhecimento. Entretanto, para efeito de tratamento e de vigilância epidemiológica, considera-se confirmado todos os casos que se enquadrem nas definições acima referidas.

Encerramento do Caso
Ofidismo:
na maioria dos casos não complicados, a alta ocorre, em média, de 4 a 7 dias após o acidente e respectivo tratamento. Nos casos complicados, a evolução do paciente estabelece a alta definitiva. O paciente deve ser orientado quanto à possibilidade de ocorrência da "doença do soro", de curso geralmente benigno e que os sintomas (febre, artralgia, adenomegalia, exantema) aparecem de 7 a 21 dias após a administração do soro antiveneno.

Escorpionismo e Araneísmo: a alta pode ser dada após remissão do quadro local ou sistêmico, exceto nos acidentes necrotizantes pela aranha Loxosceles, nos quais a evolução clínica da lesão é muito lenta, podendo haver necessidade de procedimentos cirúrgicos reparadores.

Referência: Guia Brasileiro de Vigilância Epidemiológica 1998. 
Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde

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