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17/06/2013

Governo apresenta resultados da 1ª fase do projeto para hospitais de pequeno porte

saA Secretaria da Saúde e a Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná apresentaram nesta segunda-feira (17) os resultados da primeira etapa do projeto de implantação do novo modelo de cuidados continuados integrados aos usuários do Sistema Único de Saúde. No segundo semestre o governo lançará mais uma fase do HospSUS, programa de apoio aos hospitais públicos e filantrópicos do SUS do Paraná, que deve contemplar os hospitais de pequeno porte.

A equipe de trabalho que está à frente do projeto é formada por profissionais da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), do Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão (Cealag), de São Paulo, e pela Gesaworld, empresa de consultoria que ajudou Espanha e Portugal a desenvolverem projetos parecidos.

A primeira etapa do projeto, iniciada em novembro de 2012 e finalizada em maio deste ano, apresentou a situação dos hospitais de pequeno porte no Paraná e as necessidades da população a partir de estudo de expectativa de vida e prevalência de doenças crônicas. Com estas informações foi construído um novo modelo de atenção para atender pacientes com doenças crônicas, com dependência funcional e idosos que necessitem de cuidados continuados.

De acordo com o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, o novo modelo de atenção possibilita que um paciente em tratamento receba os cuidados continuados perto de casa, diminuindo a permanência em leitos de hospitais de maior complexidade. “É uma nova vocação para os hospitais com menos de 50 leitos. A ideia é utilizar pequenos hospitais como locais para reabilitação de pacientes, com o intuito de desafogar as grandes portas de entrada de urgência e emergência”, disse.

Um dos consultores do projeto, Paulo Carrara, do Cealag, afirmou que atualmente o Brasil enfrenta os mesmos problemas que a Europa sofreu em anos anteriores. “A expectativa de vida da população vem aumentando, o que traz um novo perfil de pacientes para os serviços de saúde. Idosos, doentes crônicos e outras pessoas com dependência funcional precisam de cuidado continuado”, explicou.

O Hospital da Caridade Darcy Vargas, localizado em Rebouças, na região centro sul do estado, foi escolhido para ser a unidade piloto na segunda fase do projeto. Nesta primeira fase foi apresentado o projeto arquitetônico preliminar do hospital e os custos estimados. O hospital passará por readequações físicas e os profissionais serão capacitados. A estimativa é que a segunda fase termine em dezembro de 2013.

De acordo com o diretor da 4ª Regional de Saúde (Irati), João Almeida Junior, o hospital de Rebouças tem 36 leitos, mas uma taxa de ocupação baixa. Ele explica ainda que mais de 50% dos pacientes internados poderiam ser atendidos pela atenção primária. “Com a implantação desse projeto, a ideia é que o hospital se torne independente do orçamento do município, que hoje repassa R$ 80 mil por mês para custeio da instituição”, explica o diretor. Os recursos para as obras e instalação de equipamentos – estimados em pouco mais de R$ 2 milhões – virão do Termo de Ajuste firmado entre a SESA e o Hospital Samaritano, de São Paulo.
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