Notícias da SESA

08/04/2014

Estudo avaliará presença do mosquito da dengue na RMC

saO Governo do Paraná propôs nesta terça-feira (8) a realização de um estudo entomológico para verificar a presença do mosquito Aedes aegypti em Curitiba e Região Metropolitana. A ação deverá ser realizada em maio, de forma conjunta entre a Secretaria Estadual da Saúde e os municípios da região.

A proposta foi apresentada pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, durante a reunião ordinária do Comitê Intersetorial para o Controle da Dengue, que aconteceu em Curitiba. Segundo ele, a medida permitirá que o Estado amplie a análise da situação da doença em regiões que comumente não registram casos, incluindo a capital – que confirmou o primeiro caso autóctone da doença na última semana.

“Já desenvolvemos este estudo nos municípios do litoral e foi confirmado que não havia circulação do mosquito da dengue na região”, destacou o superintendente. O relatório final apontou que a única espécie encontrada foi o Aedes albopictus, que não transmite a doença. “Agora queremos expandir este trabalho e identificar quais espécies estão presentes em cada região do Estado”, completou.

O estudo é realizado através da instalação de armadilhas para capturar ovos de mosquitos em diversas áreas da cidade. Após a captura, equipes de entomologia recolhem as armadilhas e analisam as amostras em laboratório para determinar a espécie encontrada.

Atualmente, dos 29 municípios que compõem a 2ª Regional de Saúde Metropolitana, apenas Almirante Tamandaré é considerado um município infestado pelo Aedes aegypti. No Paraná, 274 cidades estão nesta situação, sendo que a maioria se concentra nas regiões Oeste, Noroeste, Centro-Oeste e Norte do Estado.

BOLETIM – Nesta terça-feira também foi divulgado mais um boletim sobre a dengue no Paraná. O relatório já contabiliza o primeiro caso autóctone confirmado em Curitiba. Desde agosto de 2013, 5.282 casos de dengue foram confirmados no Estado.

O boletim informa ainda que 12 cidades estão em situação de epidemia, visto que apresentam taxas de incidência superior a 300 casos de dengue por 100 mil habitantes. Além disso, outras oito estão em estado de alerta.

Outro dado que ressalta a importância do reforço no combate à dengue é o índice de infestação do mosquito em 31 cidades. Segundo dados do Ministério da Saúde, esses municípios registram índices considerados de alto risco. Isso significa que a cada 100 casas visitadas pelos agentes de endemias, quatro ou mais tinham focos do mosquito da dengue.

CUIDADO – A coordenadora do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, explica que os números mostram que a situação da dengue está sob controle no Estado, mas o cuidado com a doença deve ser uma rotina. “Estamos na época do ano considerada mais crítica em relação à dengue. Por isso, é importante que todos façam a sua parte, eliminando qualquer tipo de recipiente que possa acumular água em nossas casas e quintais”, afirmou.

Acesse aqui o boletim completo.
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