Notícias da SESA

29/04/2014

Combate à dengue deve continuar mesmo com queda das temperaturas

5A Secretaria Estadual da Saúde divulgou nesta terça-feira (29) mais um boletim informativo sobre a situação da dengue no Paraná. Os dados apontam que, mesmo com o fim do verão e a queda nas temperaturas, o número de casos da doença segue aumentando, principalmente nas regiões noroeste, norte e oeste do Estado.

Desde agosto de 2013, 6.879 casos já foram confirmados no Paraná, sendo que 64 pacientes evoluíram para a forma grave da dengue. Além disso, 14 municípios já enfrentam situação de epidemia da doença: Maringá, Marilena, Nova Londrina, Indianópolis, Cidade Gaúcha, Itaúna do Sul, Guaíra, Tamboara, Missal, Nossa Senhora das Graças, Alvorada do Sul, Guaporema, Loanda e Sarandi.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, explica que o período crítico da dengue ainda não passou e que as medidas de prevenção devem ser intensificadas. “Nos últimos anos, estamos registrando casos de dengue durante todo o ano. Por isso, é importante que todos façam a sua parte e não esqueçam de eliminar os criadouros do mosquito de suas casas e quintais”, ressaltou.

Dos 14 municípios já classificados como epidêmicos, seis estão na região noroeste, quatro na região norte e dois no oeste. O Governo do Estado está apoiando as ações de combate ao mosquito nessas cidades, através do envio de caminhonetes do fumacê e equipamentos de UBV costal.

Em contrapartida, os municípios estão desenvolvendo ações educativas junto à população, além de realizarem mutirões de limpeza e visitas casa a casa em busca de criadouros do Aedes aegypti.

ASSISTÊNCIA - Outro ponto que está recebendo atenção especial do Governo do Estado é o atendimento aos pacientes com suspeita da doença. A Secretaria Estadual da Saúde recomenda que os profissionais dos pronto-atendimentos continuem em alerta e acompanhem de perto a evolução de cada caso.

“A morte por dengue geralmente é evitável. Com um diagnóstico precoce e um tratamento adequado, é possível que o paciente seja curado”, destacou o superintendente. Contudo, Sezifredo lembra que há situações que o paciente já tem doenças crônicas pré-existentes e seu quadro clínico debilitado pode prejudicar o sucesso do tratamento. “Quem é doente crônico ou tem alguém na família nessas condições deve ter atenção redobrada”, completou.

O boletim divulgado nesta terça traz ainda a confirmação de mais duas mortes por dengue registradas nos municípios de Flórida e Rolândia. O caso de Flórida trata-se de uma mulher de 46 anos, com diabetes e hipertensão, que morreu em janeiro. Já o morador de Rolândia tinha 58 anos, também era portador de diabetes e hipertensão e morreu em abril.

Além desses, a Secretaria Estadual da Saúde investiga também outros dois óbitos em Maringá e mais um em Rolândia.

Acesse o boletim completo
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