Matérias da SESA

14/07/2015

Paraná confirma primeiro caso de Zika Vírus

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta terça-feira (14) o primeiro caso de Zika Vírus ocorrido no Paraná. Trata-se de uma mulher de 48 anos, moradora de São Miguel do Iguaçu, região oeste do estado, que apresentou sintomas em maio e que passa bem.

“Inicialmente o caso foi diagnosticado como dengue, mas os exames laboratoriais descartaram a doença, o que motivou a continuidade da investigação e o envio da amostra ao laboratório da Fiocruz, que confirmou a contaminação pelo Zika Vírus”, explica a chefe do Centro de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Ivana Belmonte.

Os sintomas da dengue, febre chikungunyia, zika e muitas outras doenças são parecidos. A pessoa contaminada pode apresentar febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, além de manchas na pele. “Exatamente por isso, é essencial que as equipes de saúde investiguem profundamente caso a caso para determinar o diagnóstico correto”, ressalta Ivana.

No caso identificado em São Miguel do Iguaçu, antes de concluir o diagnóstico de zika, as equipes investigaram a possibilidade de contaminação por dengue e parvovirose, que foram descartados.

A DOENÇA – A Zika é uma doença viral aguda, transmitida por mosquitos, principalmente o Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. Geralmente sua evolução é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente depois de três a sete dias. Não há registros de morte em decorrência da doença. Os sintomas principais são febre baixa ou intermitente, manchas na pele, olhos avermelhados, dor de cabeça e dores no corpo.

Uma das preocupações das autoridades sanitárias é a possibilidade de enfrentamento de tríplice epidemia, situação que já ocorre no estado da Bahia com a notificação simultânea de casos de dengue, chikungunya e zika, todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. “Isso reforça a necessidade de que todos adotem práticas de prevenção, eliminando recipientes que podem acumular água e se tornar criadouros do mosquito transmissor”, alerta Ivana.

A técnica ressalta que o mosquito não precisa de grandes quantidades de água para se reproduzir. Mesmo uma pequena tampa de refrigerante jogada na rua ou no quintal da casa é suficiente para que exista o ambiente ideal para a proliferação.
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