Matérias da SESA

12/09/2017

Mutirão de cirurgias atende pacientes de ilhas e comunidades isoladas

De leste a oeste do Estado, o Mutirão Paranaense de Cirurgias Eletivas vem transformando a vida de milhares de pessoas. Nesta segunda-feira (11), foi a vez de moradores de Guaraqueçaba, no litoral, serem beneficiados com a segunda etapa do mutirão. Ao todo, mais de 250 pacientes de ilhas e comunidades rurais já foram atendidos.

O objetivo é reduzir a fila de espera do SUS na área de oftalmologia, sobretudo com a oferta de consultas, exames e cirurgias de catarata. Somente com recursos do Governo do Estado, já foram feitos 364 procedimentos. O grande volume de cirurgias se deve ao acúmulo na demanda, reprimida há mais de cinco anos. O motivo é a dificuldade de se levar especialistas para a região, cuja melhor opção de acesso é pelo mar.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, explica que a ação em Guaraqueçaba reforça o compromisso do governo de levar atendimento de qualidade para onde as pessoas mais precisam. “Isso mostra que estamos presentes em todos os cantos do Estado, perto da população. É desta forma que o nosso governo trabalha, em prol das pessoas”, enfatizou.

Ao acompanhar a etapa de reavaliação médica dos pacientes já operados, Caputo Neto também destacou a importância da cirurgia na qualidade de vida dos pacientes. “Muitos estão voltando a enxergar após anos sofrendo com a vista embaçada. Ouvimos aqui depoimentos emocionantes que mostram que estamos no caminho certo”, disse o secretário.

Com a cirurgia de catarata, é substituída a lente natural do olho por uma artificial. Em Guaraqueçaba, os procedimentos foram realizados no Hospital Estadual, que detém estrutura necessária para garantir a segurança e a qualidade do serviço prestado.

“Estamos fazendo história com o mutirão em Guaraqueçaba. Realizamos uma grande operação de logística. Trazendo especialistas de fora, transportando os moradores das ilhas, preparando o centro cirúrgico e organizando o fluxo de atendimento, conseguimos mudar a vida de muita gente”, relata a diretora da 1ª Regional de Saúde, Ilda Nagafuti.

BENEFICIADOS – Antônia Vitória Muniz, moradora da Ilha de Superagui, na divisa com o Estado de São Paulo, foi uma das contempladas. Ela conta que sofria com dores de cabeça depois do trabalho por causa da catarata. “Melhorou 100%. Quando eu descascava camarão, doía a minha vista. Agora, depois da cirurgia, voltou tudo ao normal”, relata.

Outra paciente beneficiada foi a aposentada Natalina Rodrigues de Araújo, de 80 anos. Ela afirma que deixou de ler por causa da catarata. “De uns anos para cá comecei a ter dificuldade para ler. As palavras embaralhavam e não conseguia terminar uma frase sequer” comenta. “Agora, vida nova”, finaliza.

Histórias como a da dona Antônia e da dona Natalina são cada vez mais frequentes no Paraná. Desde o início do mutirão de cirurgias eletivas, pelo menos 35 mil cirurgias de catarata já foram realizadas no Estado. O próximo passo agora é estender a iniciativa aos demais municípios do litoral. O trabalho de triagem já foi iniciado.

Além disso, o governo estadual tem avançando também na redução da fila de espera em outras especialidades, como ortopedia, ginecologia, hérnia, vasculares, entre outros. Em quase dois anos, são mais de 66 mil procedimentos realizados com recursos do tesouro estadual.
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