Matérias da SESA

10/11/2017

Secretarias se unem para discutir a situação dos moradores de rua

Secretarias se unem para discutir a situação dos moradores de ruaA Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social (Seds), realizou nesta sexta-feira (11) uma videoconferência para discutir a situação das pessoas que vivem nas ruas no Paraná. Intitulada “População em Situação de Rua – Um olhar “População em Situação de Rua – Um olhar transversal”, o evento contou com a presença de autoridades e técnicos de ambas as secretarias e abordou os números desta população no estado e os desafios e possibilidades para estas pessoas.

“A situação dos moradores de rua exige atenção intersetorial, não apenas da Saúde, mas de todo o Governo, portanto, trabalhar em conjunto com outras secretarias é fundamental. Precisamos olhar para as pessoas que estão nesta situação e garantir que tenham acesso aos serviços de saúde e às demais políticas públicas”, destacou o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd.

Os últimos dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) mostram que cerca de 32 mil pessoas vivem em situação de rua no país. No Paraná, as regionais de saúde com maior índice de população de rua são as de Curitiba, Londrina e Ponta Grossa, respectivamente.

“A população de rua vive uma realidade complicada não só no Paraná, mas no país como um todo. É importante entender o que levou uma pessoa a estar na rua. Assim como qualquer outro cidadão, quem está na rua também tem acesso a todas as políticas públicas oferecidas pelo Governo, seja em saúde, educação, assistência social ou qualquer outra área”, salientou a técnica da coordenação de Proteção Social Especial da Seds, Priscila Lopes de Oliveira.

PERFIL – Segundo dados do MDS, o principal perfil do morador de rua é de homens negros (pretos ou pardos), com mais de 18 anos e que, em sua maioria, possuem alguma fonte de renda alternativa diária, seja pedindo dinheiro, vendendo doces e balas e até eventualmente fazendo serviços de limpeza e manutenção. Secretarias se unem para discutir a situação dos moradores de rua

A técnica da área de comunidades vulneráveis da Sesa, Lucimar Godoy, enfatiza que diversos são os motivos que levam estas pessoas a estarem na rua.

“Desemprego, conflitos familiares, uso e abuso de álcool e drogas estão as causas que mais vemos levar as pessoas a estarem nas ruas. Mas também não podemos descartar o abandono, especialmente de pessoas com doenças mentais e psicossociais”, salientou Lucimar.

Para a chefe do setor de Departamento de Atenções Crônicas, Márcia Steil, o estado precisa estar preparado para atender a esta população e uma das melhores formas de proporcionar este atendimento de qualidade é eliminar o preconceito para com quem vive nas ruas.

“As políticas públicas existem para atender a população em situação de rua e dar visibilidade a esta problemática, criando acesso de forma igualitária. Com elas, conseguimos a integração dos serviços de saúde, educação, assistência social e demais áreas. Cada caso é único e requer medidas específicas para resolvê-lo”, disse Márcia.
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