Matérias da SESA

13/11/2017

Oficina discute a saúde dos plantadores de tabaco

Oficina discute a saúde dos plantadores de tabacoIniciou na manhã casa segunda-feira (13) uma oficina para discutir a saúde das pessoas que trabalham com a plantação de tabaco. A iniciativa ocorre na Escola de Saúde Pública do Paraná e é uma parceria entre Secretaria de Estado da Saúde, Ministério da Saúde, Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz e Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde. O evento vai até a terça-feira (14).

“O tabaco é um problema de saúde pública que requer total atenção. Não apenas quem consome, mas também as pessoas que trabalham na produção acabam sofrendo diversos problemas em sua saúde”, destacou o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd.

O evento dá continuidade nas discussões que consolidam o protocolo de atendimento aos agravos à saúde do agricultor que planta tabaco. O protocolo estabelece que tanto produtores como os tabagistas devem receber atendimento nas unidades de saúde municipais, além de serem encaminhado a especialistas quando necessário.

A chefe do Departamento de Promoção à Saúde, Maria Cristina Fernandes, salienta que estes profissionais estão expostos a inúmeras possibilidades de enfermidades, tanto as que estão diretamente relacionadas a colheita do tabaco quanto aquelas ligadas às condições em que exercem sua profissão.

“O contato direto com o tabaco e com os agrotóxicos que são usados nas plantações pode causar intoxicações exógenas (por ingestão), tais como a doença da folha verde, alguns tipos de neoplasias, problemas de pele e na coluna (devido à posição que fica para realizar a colheita). Além disso, também é recorrente vermos os trabalhadores sofrendo com problemas que afetam a saúde mental, como a depressão”, enfatizou Maria Cristina.Oficina discute a saúde dos plantadores de tabaco

REALIDADE – Segundo dados do Ministério da Saúde, a região sul é a que mais produz tabaco no país, com Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná ocupando as primeiras colocações, respectivamente. Entretanto, entre as capitais nacionais, Curitiba é a que apresenta o maior número de fumantes.

O técnico em saúde pública da Fiocruz, Marcelo Moreno, explica como é o dia a dia do trabalhador nas plantações de tabaco.

“A vida do plantador de tabaco é difícil. Além dos riscos a sua saúde, eles passam o ano todo realizando um trabalho exclusivamente artesanal e que demanda altíssimo esforço físico e, quando termina a safra, já precisam começar a pensar na do ano seguinte, ou seja, não possuem um período de descanso”, destacou Moreno.

O encontro debate estratégias com o objetivo de fortalecer opções ao cultivo do tabaco, visando melhor qualidade de vida do produtor enquanto executa o plantio ou, até mesmo, para que opte por começar outro produto agrícola, que seja menos danoso a sua saúde.

“Queremos criar maneiras de oferecer a estes produtores novas perspectivas para que possam vislumbrar maior qualidade de vida e pensar em como podemos reorganizar os serviços de saúde para atender ao trabalhador da fumicultura de acordo com suas necessidades”, esclareceu o técnico da Fiocruz.

Para receber atenção adequada à saúde, trabalhadores da agroindústria do tabaco, plantadores e até tabagistas podem procurar a unidade de saúde mais próxima.
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