Matérias da SESA

05/01/2018

Doações de sangue no final de ano garantiram estoques seguros

dsO número de doações de sangue entre natal e ano novo no Paraná superou as expectativas do Hemepar e garantiu a manutenção dos estoques em níveis seguros para atender a demanda dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde no Estado. Entre o dia 26 e 30 de dezembro foram feitas 3284 coletas em toda hemorrede, mais de 650 doações diárias. No mesmo período de 2016, foram coletadas 2.886 bolsas de sangue.

“O paranaense é solidário e percebemos que grande parte das pessoas que doa sangue mantém essa rotina pelo menos duas vezes ao ano. Isso é essencial para que possamos garantir a retaguarda de atendimento a hospitais de urgência e emergência e no caso de transplantes, por exemplo. Agradecemos a cada doador por sua disponibilidade em ajudar a pessoas que nem mesmo conhece”, disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

Uma doação de sangue pode ajudar até quatro pessoas. Segundo o diretor do Hemepar, Paulo Hatschbach, geralmente as doações caem em épocas de feriado prolongado, mas essa situação tem mudado.

“Um dos desafios dos bancos de sangue é ampliar o número de doadores fidelizados. Aqueles que doam a cada dois ou três meses. Felizmente no Paraná temos conseguido sensibilizar as pessoas para essa necessidade e o número de coletas neste final de ano mostra que temos muitos parceiros da doação de sangue”, disse o diretor agradecendo a atitude de todos que frequentam as unidades da hemorrede em todo o Estado.

DEMANDA – O Hemepar é responsável pelo abastecimento de quase 90% do estoque de sangue da rede pública de saúde do Paraná. Fornece sangue e hemoderivados para 384 hospitais paranaenses. Para manter o estoque abastecido, são necessárias de 14 a 15 mil bolsas de sangue por mês, cerca de 700 a 800 por dia.

Anualmente, o número de doações tem crescido. Em 2016, foram coletadas 177.680 bolsas de sangue no Paraná e em 2017 houve crescimento de 6% nas doações, com 188.266 bolsas.

“Não há substituto para o sangue, por isso temos que manter nossos estoques em níveis seguros para garantir à rede assistencial o número de bolsas suficientes para atender a demanda”, reforçou Hatschbach. Além disso, o Hemepar atende 2135 pacientes portadores de coagulopatias e hemoglobinopatias, conhecidas como doenças do sangue, e que precisam de hemoderivados e/ou hemocomponentes para sobreviver.

No total, a hemorrede recebe mensalmente 17 mil candidatos à doação e, em média, 14 mil estão aptas a doar sangue. São realizados todos os meses 140 mil exames sorológicos, produzidos 35 mil hemocomponentes e 30 mil transfusões de sangue.


Saiba onde doar aqui.

Para doar sangue é preciso:

  • Estar em boas condições de saúde.
  • Estar descansado e alimentado (evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação);
  • Ter entre 16 e 69 anos (menor de idade acompanhado pelo responsável legal);
  • Pesar no mínimo 50kg;
  • Apresentar documento oficial com foto (Carteira de Identidade, Carteira do Conselho Profissional, Carteira de Trabalho ou Passaporte)

Impedimentos temporários para a doação:

  • Gripe ou resfriado: aguardar 7 dias após a cura;
  • Diarreia: aguardar 7 dias após a cura;
  • Durante a gravidez: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
  • Amamentação: se o parto ocorreu há menos de 12 meses;
  • Ter tomado vacina há menos de 30 dias;
  • Tatuagem nos últimos 12 meses;
  • Piercing nos últimos 12 meses (piercing genital e oral, 12 meses após a retirada);
  • Tratamento dentário: período varia de 1 a 7 dias;
  • Situações nas quais houve maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses;
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
  • Viagem para cidades endêmicas (que têm epidemia de dengue, zika, chikungunya e febre amarela) nos últimos 30 dias.
Impedimentos definitivos para a doação
  • Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: Hepatite B e C, AIDS (Vírus HIV), doenças associadas ao HTLV I/II e Doença de Chagas;
  • Hepatite viral após os 10 anos de idade;
  • Diabetes insulinodependente;
  • Epilepsia ou convulsão;
  • Hanseníase;
  • Doença renal crônica;
  • Antecedentes de neoplasias (Câncer);
  • Antecedentes de acidente vascular cerebral (Derrame);
  • Uso de drogas injetáveis ilícitas.
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