Matérias da SESA

06/02/2018

Profissionais do Estado são capacitados para coleta adequada de amostras de macacos

Profissionais do Estado são capacitados para coleta adequada de amostras de macacosA Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), organizou um curso prático de coleta, acondicionamento, armazenamento e envio de material biológico de macacos para a vigilância da febre amarela. A capacitação reúne 60 profissionais das 22 regionais de saúde e alguns municípios nesta terça e quarta-feira (6 e 7) no Setor de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini, fala que apesar de não termos casos de febre amarela no Estado, a situação de outras regiões do país demanda que os cuidados sejam redobrados também no Paraná. “A notificação de primatas mortos e a coleta de material para testes em tempo oportuno traz a tranquilidade e a segurança para que possamos garantir o rápido desencadeamento das medidas de controle e prevenção da doença”, explica.

O objetivo principal é descentralizar o processo de coleta, que atualmente é feito apenas na capital, para todas as regionais. Os participantes capacitados serão os pontos focais da cada região para a vigilância de epizootias (doenças que ocorrem em animais) e deverão estar disponíveis para os atendimentos das demandas quando houver notificação.

A médica veterinária da 10ª Regional de Saúde – Cascavel, Roselane Langer, será a responsável da região. “Ainda não tivemos nenhum caso de macacos mortos na nossa regional, mas estamos vigilantes para essa questão e havendo a notificação vamos até o local e fazemos os devidos procedimentos para encaminhamento do material ao Laboratório Central do Estado, agora com muito mais segurança”, fala. MACACO

MACACOS – A orientação para a população é de avisar a secretaria de saúde do município caso se depare com primatas mortos. A notificação deve ser feita o mais rápido possível. De acordo com a médica veterinária do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), Paula Linder, a coleta do material biológico deve ser feita preferencialmente nas primeiras 8 horas após a morte do animal.

Linder também ressalta que os macacos são os sinalizadores da febre amarela e, de maneira alguma, transmitem a doença às pessoas. “É importante cuidar dos macacos e mantê-los na natureza, pois se o vírus estiver circulando, os primatas são os primeiros a adoecerem e, a partir da constatação, podemos intensificar as medidas para a prevenção da febre amarela”, destaca.
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