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08/03/2018

Violência contra a mulher é tema de evento da Saúde

Violência contra a mulher é tema de evento da SaúdeA secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, participou da abertura do encontro Todos por elas: Viver sem violência no Paraná, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde, nesta quinta-feira (8), Dia Internacional da Mulher.

O encontro, no Teatro Sesc da Esquina, em Curitiba, contou com a parceria da Secretaria Municipal da Saúde e dos conselhos municipal e estadual reuniu cerca de 350 profissionais da área e da comunidade.

Para Fernanda Richa, a mulher tem todas as condições para ocupar mais espaços na sociedade. “Na população brasileira, somos 52% e, mesmo assim, não conseguimos ultrapassar alguns números”, afirmou a secretária da Família. “A mulher tem que continuar trabalhando para conquistar seu lugar na sociedade. É direito de todas nós”, completou.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, reforçou que a política da mulher é construída em conjunto. “Ainda há muito a ser feito, mas temos que comemorar nossas conquistas. A mortalidade materno-infantil, por exemplo, diminuiu mais de 50% em sete anos”, destacou o secretário.

Caputo Neto complementa enfatizando a importância da participação de diversos setores para dar força à causa. “Não vamos resolver problemas da Saúde só pelo viés da saúde pública. Nos unimos a outros setores do poder público e sociedade pois a educação, a cultura, as oportunidades… tudo isso impacta no que diz respeito à saúde da mulher”, declarou.

VIOLÊNCIA – De acordo com o último Mapa da Violência Contra a Mulher, divulgado em novembro de 2015, o Estado saiu da 3ª colocação para a 19ª posição no ranking nacional de violência contra a mulher. “Esse resultado quer dizer que tomamos iniciativas práticas para resolver esse problema”, afirmou a secretária da Família. Em relação à notificação de violência interpessoal e autoprovocada, houve queda na quantidade de mulheres acometidas pela violência sexual – 23,7% em 2011, para 13,4% em 2017. io

Entretanto, aumentaram as notificações de violência interpessoal e autoprovocada em mulheres: de 3.850 em 2011, para 19.936 em 2017, dados que dão subsídios para a construção de políticas pública da área. “O aumento da notificação não representa o aumento nos casos, é o aumento de denúncias, que representa a sensibilização das pessoas a respeito de uma situação que não pode ser escondida embaixo do tapete”, disse o secretário da Saúde.

ENCONTRO – O principal objetivo do encontro foi a articulação dos diferentes serviços de atenção à mulher vítima de violência por meio de informação qualificada à população. “Temos outros tipos de violação de direitos, além da violência física, como a moral e intelectual. Por isso fazemos campanhas para conscientizar as mulheres e ajudá-las a sair da situação de violência”, afirmou Fernanda.

A Secretaria da Família lançou no fim do ano passado, o Botão do Pânico, para garantir um instrumento de segurança aquelas mulheres sob medida protetiva.

PRESENÇAS – Estiveram presentes no evento a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak; a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, Rosa Maria Godoy Serpa da Fonseca; a presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná, Simone Peruzzo; a superintendente do Hospital de Clínicas da UFPR, Claudete Regianni, representando a Defensoria Pública do Estado, Eduardo Pião Ortiz Abraão, representando os conselhos estadual e municipal de Saúde, Malu Gomes e o superintendente de Atenção à Saúde da Secretaria da Saúde, Juliano Gevaerd.
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