Matérias da SESA

08/11/2018

Profissionais de saúde mental discutem residência terapêutica

O encontro promovido pela secretaria estadual da Saúde contou com a participação de aproximadamente 80 pessoas, entre profissionais da Rede de Atenção Primária da 1ª Regional de Saúde (RS) – Paranaguá, 2ª RS – Metropolitana de Curitiba e 15ª RS – Maringá. Também participaram pacientes em atendimento e recuperação de transtornos mentais.O encontro promovido pela secretaria estadual da Saúde contou com a participação de aproximadamente 80 pessoas, entre profissionais da Rede de Atenção Primária da 1ª Regional de Saúde (RS) – Paranaguá, 2ª RS – Metropolitana de Curitiba e 15ª RS – Maringá. Também participaram pacientes em atendimento e recuperação de transtornos mentais.

A capacitação teve como tema “Serviço Residencial Terapêutico e a Promoção para o Cuidado em Liberdade” com enfoque no combate ao estigma das pessoas com transtornos mentais, a necessidade da articulação intra e intersetorial, o incentivo à autonomia dos moradores, o direito de habitar a cidade e a implantação de mais Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT).

O superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd, enfatiza a relevância do evento para a reflexão dos profissionais e sociedade quanto à qualificação das ações em rede. “É importante ter espaços para debater questões relacionadas à saúde mental, pois uma vida saudável envolve mente e corpo em equilíbrio. Estamos sempre organizando encontros que promovam o fortalecimento da atenção primária, envolvendo profissionais de todas as áreas da saúde”, acrescenta o superintendente Gevaerd.

A psicóloga Larissa Sayuri Yamaguchi, da Secretaria Estadual da Família e Desenvolvimento Social, destacou a importância do respeito à pessoa, do seu pertencimento às suas origens e a necessidade de trabalho articulado minimamente entre saúde e assistência social. “Como técnicos devemos colocar a loucura entre parênteses e focar no cuidado no território de vida dessas pessoas”, reforça Larissa.


CAPACITAÇÃO – O enfoque das palestras e atividades realizadas foram o cuidado aos pacientes, atendimento especializado e Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT). A coordenadora estadual da Rede de Saúde Mental, Rejane Cristina Teixeira Tabuti, explica que os SRTs são moradias para pessoas com transtornos mentais, que permaneceram internadas por dois anos ou mais ininterruptos em hospitais psiquiátricos ou hospital de custódia e que perderam laços familiares e sociais. XX

“Os Serviços Residenciais são voltados àqueles pacientes que não têm a possibilidade de retornar para as suas famílias ou responsáveis. Assim, as moradias são fundamentais para o processo de desinstitucionalização, devolvendo por meio de um longo processo de reinserção social e promoção da autonomia, o resgate da cidadania”, fala Rejane.

A coordenadora ainda fala que um dos objetivos da capacitação foi o incentivo à promoção da saúde, por meio da realização de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Foram realizadas Terapia Comunitária Integrativa, Arteterapia, Ioga, Auriculoterapia e Mãos sem Fronteiras, com apoio do Instituto Shanti, de Curitiba. “Essas vivências possibilitaram a integração dos profissionais, cuidadores e moradores, por meio de trocas e afetos no meio social, estimulando a realização de atividades de promoção à saúde”, completa Tabuti.

Além dos conteúdos teóricos, foi realizada apresentação cultural por profissionais e moradores dos Serviços Residenciais Terapêuticos do Município de Maringá. A Coordenadora de Saúde Mental da 1a Regional de Saúde, Márcia Silvana Fernandes, fala que o encontro foi muito produtivo para a troca de experiências e compreensão sobre o modo de lidar com a saúde mental na sociedade.

“Foi um primeiro encontro e ficamos muito empolgados com a presença de tantos profissionais. É gratificante ver a importância desse trabalho e perceber que faz a diferença na vida de muitas pessoas. Alguns moradores nos contaram que ficaram muito felizes em poder participar do evento e socializar com outras pessoas, mostrando a importância do cuidado e atenção àqueles que ficaram excluídos da sociedade”, finaliza Márcia Fernandes.
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