Matérias da SESA

11/02/2019

Especialista da USP relata experiência paulista no manejo da febre amarela

Drª  Ho Yeh LiEm videoconferência com transmissão para todas as Regionais da Saúde, a médica Ho Yeh Li, coordenadora da UTI e infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, disse que o combate da febre amarela no Paraná está no caminho certo, “antecipando os problemas de forma bem preparada”.

A médica veio a Curitiba a convite da Secretaria da Saúde do Paraná para falar da experiência paulista no combate à doença, que reapareceu em 2016 e se intensificou bastante no verão passado no Estado vizinho. O encontro é parte do planejamento e capacitação dos profissionais de saúde de todo Estado, intensificados desde o início do ano, ainda antes dos primeiros casos da doença serem registrados. Até o momento, foram confirmados três casos de febre amarela no Paraná, nos municípios de Antonina (1) e Adrianópolis (2).

Apenas em 2018, São Paulo registrou 503 casos, com 176 mortes. O período de maior ocorrência da febre amarela vai de dezembro a maio. Em janeiro deste ano, São Paulo já confirmou nove casos, sendo que quatro evoluíram para óbito. O número de cidades com a doença aumentou de 14 para 61.

“O Paraná está se preparando há muito tempo”, reforça a superintendente de Vigilância em Saúde da SESA, Acácia Nasr. O importante, segundo ela, é que a população busque a vacina, que é a única forma para evitar a doença. A vacina está disponível em todo o Paraná; quem já a tomou, em algum momento da vida, não precisa repetir a dose.

Experiência – “O Paraná não deve passar o que São Paulo sofreu; tivemos que começar do zero”, avalia a médica Ho Yeh Li, responsável pela UTI do Hospital de Clínicas. Ela acredita que a letalidade aqui será bem menor. “Essa troca de experiência vai favorecer, vai poupar tempo, dinheiro e energia para o Paraná”, acredita.

Ela salientou a necessidade de envolvimento de uma equipe multidisciplinar, com várias especialidades médicas, como hematologia, neurologia, nefrologia, além do intensivista e do infectologista. Hoje existe uma grande preocupação com pessoas que viajam, praticantes de ecoturismo e residentes em áreas rurais.
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