Paraná é líder em transplante renal no Brasil
12/03/2020 - 11:20

rim
Nesta quinta-feira, 12 de março, é comemorado o Dia Mundial do Rim. Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram que o Paraná é líder em transplante renal no Brasil com 51,7 por milhão de população (pmp), enquanto a média nacional é de 30,1 pmp. Este é o quarto ano consecutivo que o Estado se destaca na área.

Somente neste ano, o Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), que faz parte da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), já registrou 83 transplantes de rim no Paraná. “Seguimos trabalhando para que todo paciente que necessite de um transplante possa realizá-lo no menor tempo possível e com toda a excelência no serviço que é prestado pelo Estado”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O Paraná é reconhecido mundialmente como referência em doações e transplantes de órgãos. Ainda segundo dados da ABTO, o Estado se mantém na liderança de transplantes de múltiplos órgãos com 77,7 pmp, enquanto a média do país é de 44,0. “Nossos números são comparados aos melhores resultados encontrados no mundo”, afirmou o secretário.

OPO’s – Atualmente o Paraná possui 14 Centros Transplantadores de Rim distribuídos pelas quatro Macrorregionais, através das Organizações de Procura de Órgãos (OPO’s) que estão em Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá. Esta configuração garante um acesso facilitado aos pacientes, permitindo que o atendimento ocorra próximo às residências.

“A proposta do Governo é a regionalização dos serviços. Procuramos aproximar os pacientes da unidade de atendimento. No caso do transplante não é diferente, os hospitais habilitados como centros transplantadores auxiliam na oferta do serviço em todo o Estado para que o doente não precise se deslocar por horas até a capital ou outra cidade de referência para receber o órgão”, explicou Beto Preto.

AVANÇOS – O Estado se mantém na vanguarda dos processos de qualidade e iniciou, por meio do SET/PR, um trabalho pioneiro na avaliação dos resultados pós-transplantes. Este processo consiste na avaliação de todos os serviços credenciados para transplantes e tem feito com que a média de sucesso nos procedimentos venha aumentando ano a ano.

“Somos a única central a nível nacional que faz esse controle de resultado pós-transplante para que os serviços tenham cada vez mais qualidade de resultados”, informou a coordenadora do SET/PR, Arlene Terezinha Cagol Garcia Badoch.

Segundo ela, o aumento das doações impactou diretamente no número de transplantes e a necessidade de um acompanhamento pós-procedimento é de extrema importância. “Ressaltamos que sem as doações não haveria transplantes. A Sesa e o SET/PR reafirmam seu compromisso com a qualidade nos serviços de saúde prestados a população e seguimos atuando como referência nesta área”, finalizou a coordenadora.