Paraná intensifica ações de combate à febre amarela com o apoio do MS
15/08/2019 - 18:10

Febre Amarela
As ações acontecem a partir desta quinta-feira (15), em 345 municípios do Paraná com intensificação da vacina contra a Febre Amarela e dos trabalhos para a detecção e investigação de epizootias, que é a morte do primata não humano provocada pela contaminação do vírus da febre amarela.

O combate intensificado segue até o dia 31 de novembro, de acordo com o Plano de Ação do Estado do Paraná, pactuado com o Conselho Estadual de Saúde, Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Paraná e com as 22 Regionais de Saúde. As atividades serão realizadas antecipando a possível rota que o vírus fará no próximo período epidemiológico.

Nesta quinta-feira (15), a Sesa promoveu reunião em Ponta Grossa, com a participação de coordenadores do Ministério da Saúde e com a presença de representantes de 12 municípios que fazem parte da 3ª Regional de Saúde. O encontro oficializou o início do período de intensificação no Estado.

O coordenador nacional de Vigilância das Arboviroses do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, explicou que as ações acontecem no âmbito tripartite, envolvendo os entes federal, estadual e municipal. “Estamos alinhavando cenários de risco, avaliando áreas de baixas coberturas vacinais e focando a intensificação da vacina no público-alvo que é a pessoa do sexo masculino, adulto/jovem, que vive ou trabalha em áreas rurais. Os municípios já estão sendo orientados para busca ativa desta população para a imunização contra a febre amarela”.

Rodrigo Said disse que Plano de Ação identifica quatro possíveis rotas que o vírus poderá percorrer no próximo período sazonal: “uma rota se desloca para a região norte e se divide abrindo um segundo caminho sentido Foz do Iguaçu; outra rota é o Litoral, descendo para Santa Catarina, e a quarta rota sai do centro do Estado e também segue para a fronteira de Santa Catarina. Com estes caminhos traçados antecipadamente podemos identificar com mais precisão as epizootias e imunizar a população”.

A Secretaria da Saúde do Paraná começou a desenvolver o Plano de Ação em fevereiro deste ano com apoio do Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo e secretarias estaduais da Saúde de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Primatas - “Destacamos sempre que os macacos são nossos sentinelas; costumamos dizer que – se existe silêncio nas matas é porque os macacos podem estar morrendo e isso é sinal de vírus em dispersão, afirmou o coordenador de Arboviroses do Ministério. “Por isso recomendamos a investigação de todas as epizootias como medida preventiva”, complementou.
Por meio da Fiocruz, já está disponível para toda a população o aplicativo SISS-GEO, que permite o envio de fotos e informações sobre macacos contaminados ou mortos. O sistema envia os dados diretamente ao serviço de Vigilância mais próximo.

Vacina – A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Francieli Fontana, informou que a atual recomendação é para que a vacina seja aplicada em crianças a partir de nove meses. “E não fechamos idade limite, inclusive orientamos que pessoas acima de 60 anos também recebam a dose”, disse.

A coordenadora disse que o Ministério tem cerca de 40 milhões de doses disponíveis e que o objetivo de cobertura vacinal é de 95% da população. “O Paraná já passou a orientação a todas as Regionais de Saúde e precisamos melhorar nossa cobertura vacinal. Em 2017 o estado teve 57,3% da população vacinada contra a febre amarela e, em 2018, atingimos 63%”, disse Vera Rita da Maia, chefe da Divisão de Imunização da Sesa.

Segundo Vera Rita, o Paraná tem doses suficientes em estoque e adquiriu 6 milhões de seringas para esta tarefa de intensificação. “A Secretaria da Saúde do Paraná está à disposição dos municípios para apoio às estratégias de vacinação e nosso objetivo é chegar aos 95% de cobertura vacinal e sem registro de novos de febre amarela no próximo período epidemiológico”.