SESA faz capacitação sobre febre amarela em Ponta Grossa
20/02/2019 - 16:50

Capacitação PG
A Secretaria da Saúde do Paraná (SESA) realizou, nesta quarta-feira (20), uma reunião para sensibilização dos municípios da 3ª Regional de Saúde (Ponta Grossa) quanto ao risco de transmissão da febre amarela. O alerta se dá pela proximidade com o Estado de São Paulo e com municípios que já tem casos confirmados no Estado do Paraná.

Apesar de já ser área com recomendação de vacinação há vários anos, a SESA reafirma a importância de busca a não vacinados, principalmente em áreas rurais e comunidades afastadas da 3ª Regional. A equipe reitera também a necessidade de notificar a ocorrência de morte de macacos (epizootias), que é um sinalizador para circulação do vírus.

Nesta quinta-feira (20), a febre amarela será tema de outro encontro, que vai discutir as estratégias e o alinhamento de combate à doença. A reunião acontece em Curitiba, com participação dos três Estados do Sul do Brasil, mais São Paulo, onde a febre amarela já fez dezenas de vítimas, o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS).

As 1ª e 2ª Regionais de Saúde (Litoral e Região Metropolitana de Curitiba) também estão na rota de entrada do vírus no Paraná, que chegou pelo Vale do Ribeira, vindo do vizinho Estado de São Paulo. Justamente nestas regiões a recomendação de vacina só se deu recentemente, por causa da não-ocorrência de febre amarela.

Até o momento, o Paraná tem quatro casos da doença – um em Antonina, dois em Adrianópolis e um em Campina Grande do Sul. Nenhum dos doentes tinha sido vacinado. A vacina está disponível em todas as unidades de saúde do Estado. Devem se vacinar quem tem entre 9 meses de idade e 59 anos e nunca tomou uma dose.

A SESA garantiu a distribuição de vacina para todas as 22 Regionais de Saúde, que repassaram as doses para todos os 399 municípios do Paraná. Os sintomas iniciais da febre amarela são febre alta de início súbito, associada a dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor no corpo e dor abdominal. O problema é que esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças como leptospirose, gripe ou dengue.