SESA mantém contratos com casas de apoio
03/04/2019 - 19:00

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O secretário de estado da Saúde, Beto Preto, recebeu dirigentes de serviços de reabilitação psicossocial (casas de apoio) que atendem pessoas com histórico de longa permanência em hospitais psiquiátricos e de custódia. Na reunião, o secretário assinou a liberação de recursos para 11 contratos já existentes, de prestadores de serviços, que somam anualmente R$ 5.610 milhões.

Hoje estas entidades acolhem cerca de 165 pessoas , entre 18 a 79 anos, que viveram por muitos anos em instituições psiquiátricas e se encontram situação de vulnerabilidade com a perda de referências social e familiar.

“O Governo Ratinho Junior é sensível a esta questão que envolve o resgate da cidadania destas pessoas. Nosso compromisso na SESA é com a transparência e por isso recebemos aqui os dirigentes para esta conversa olho no olho. Queremos ouvir estas entidades, conhecer o trabalho e estudar propostas que possam ampliar a atuação do governo do Estado”, disse Beto Preto.

As instituições com contratos vigentes estão em Curitiba, Cornélio Procópio, São Jerônimo da Serra e Campina Grande do Sul. Participou também da reunião, o diretor do departamento de Apoio à Pessoa com Deficiência e de Políticas Públicas para Acessibilidade da Secretaria Estadual de Justiça, Família e Trabalho, Felipe Braga Cortes.

“Esta é a primeira vez que somos recebidos em grupo aqui na SESA”, explicou a dirigente da Clínica de Saúde Mental Tarangire, de Cornélo Procópio. “É uma oportunidade de falarmos sobre nosso dia a dia, nossas dificuldades e possibilidades de parcerias”, disse Cecília Schmidt.

Divisão de Saúde Mental – desde 2011 a SESA iniciou o credenciamento e contratualização de prestadores de serviço, especializados em reabilitação psicossocial assistida aos pacientes com história de internação de longa permanência em hospitais psiquiátricos e complexos de custódia.
Por meio de equipe técnica tem coordenado um processo contínuo que inclui o monitoramento do serviço prestado pelas casas, realocação de acolhidos e articulação com outras políticas, como de assistência social, educação e trabalho.

Segundo a técnica da coordenação estadual de Saúde Mental, Rejane Cristina Teixeira Tabuti, o trabalho desenvolvido apresenta experiências exitosas e gratificantes, como por exemplo, o retorno de 12 pessoas às suas famílias. “Trata-se principalmente do resgate da cidadania perdia pelo longo período de institucionalização e exclusão da sociedade”, explicou.

REGIONALIZAÇÃO - Esta é uma ação que deve ser regionalizada nesta gestão, explicou Maria Goretti David Lopes, Superintendente de Atenção à Saúde da SESA. “O Estado segue apoiando e coordenando este processo que é contínuo, mas é preciso que os municípios também ampliem suas ações de acolhimento a este público, buscando a implantação de serviços da política de saúde articulada com a assistência social”, afirmou.

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