Secretaria da Saúde do Paraná vai certificar municípios para a eliminação da sífilis vertical congênita
16/10/2019 - 16:50

sifilis
A Secretaria da Saúde do Paraná lançou hoje a Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis Congênita para os municípios que atingirem os critérios e os indicadores estabelecidos em conformidade com diretrizes do Ministério da Saúde, Organização Panamericana da Saúde (OPAS), Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef),  Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). 

“Esta proposta inédita entre Governo do Estado e municípios. Nosso objetivo é incentivar e aprimorar os processos para a eliminação da sífilis congênita que, apesar de ser uma doença milenar, ainda é a segunda principal causa de morte fetal evitável em todo o mundo” afirmou o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

A transmissão vertical da sífilis congênita acontece durante a gestação, quando a mãe já infectada em relação sexual, passa a bactéria para o filho.

O anúncio da certificação foi feito hoje durante o Seminário de Mobilização para Enfrentamento da Sífilis, promovido pela SESA e 2ª  Regional de Saúde da Região Metropolitana, em Curitiba, com a participação de profissionais que atuam nas áreas da Vigilância e da Atenção Primária. Representantes das 22 Regionais de Saúde do Estado também participaram do evento por videoconferência.

“Para conquistarem a certificação, os municípios deverão  comprovar ações de prevenção, qualificação e atenção ao pré-natal, tratamento das gestantes e parcerias sexuais, profilaxia das crianças expostas e promoção da saúde sexual e reprodutiva. Deverão, principalmente, atingir o patamar indicado como aceitável na taxa de incidência de sífilis em menores de 1 ano, que é de 0,5 caso para cada 1.000 nascidos vivos, nos três últimos anos de monitoramento”, explicou Beto Preto.

Dados - A taxa de detecção de sífilis em gestante e incidência de sífilis congênita no Paraná aumentou nos últimos anos: de 2,9 para cada 1.000 nascidos vivos registrada em 2014, passou  para 4,1 em 2015;  para 4,7 em 2016; 5,6 no ano de 2017 e 5,8 em 2018.

“Estamos trabalhando para  a eliminação da transmissão vertical e os municípios estão envolvidos no projeto. Hoje o Paraná apresenta 177 municípios elegíveis para a certificação. São cidades localizadas nas macrorregionais Leste, Oeste, Noroeste e Norte”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Acácia Nasr. 

Sífilis Congênita – Segundo a médica Acácia Nars, muitas são as causas para o aumento dos casos as sífilis congênita. “Destacamos a desinformação acerca do assunto, a automedicação, o descuido no uso de preservativos e a qualidade da atenção à gestante. É preciso que a grávida faça pelo menos 6 consultas no pré-natal e 1 teste para detectar sífilis por trimestre no período gestacional e no parto”, disse.

São complicações da doença da doença: aborto espontâneo, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e/ou morte ao bebê no nascimento.

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