Sesa reforça a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis no período do Carnaval
17/02/2020 - 10:40

Carnaval
A Secretaria da Saúde do Paraná intensifica as medidas preventivas para as doenças sexualmente transmissíveis no período do carnaval com a distribuição gratuita de 4 milhões de preservativos masculinos, 90 mil preservativos femininos e 250 mil  unidades de gel lubrificante. A distribuição já foi realizada para as 22 Regionais de Saúde do Estado que agora repassam para todos os municípios paranaenses.

 “Nossa preocupação com as doenças sexualmente transmissíveis como sífilis, HIV e hepatites é contínua junto a toda população atendida na rede estadual de saúde; mas, no período do carnaval o foco é o jovem e o adulto-jovem. A maioria dos casos de infecção pelo HIV no país é registrada na faixa de 20 a 34 anos e o preservativo é o meio mais eficaz de proteção”, afirma o secretário de Estado da Saúde Beto Preto.

 Além da distribuição de preservativos, a Sesa promove atividades do Verão Maior, na região Noroeste, por meio da 14ª. Regional de Paranavaí e secretarias municipais de Porto Rico, Porto São José e Marilena. Nos dias de Carnaval, 22, 23, 24 e 25, serão realizados testes rápidos para doenças sexualmente transmissíveis nos três locais com praias de água doce e que recebem muitos visitantes.  Em Porto Rico a ação será na Casa de Vidro; em São José, no início do Calçadão, e em Marilena , na unidade de saúde da orla.

Doenças -  " As infecções sexualmente transmissíveis são causadas predominantemente pelo contato sexual com uma pessoa infectada. As mais conhecidas são: HIV, sífilis, Gonorréia, Clamídia e HPV. É importante lembrar que a pessoa pode contrair mais do que uma IST ao mesmo tempo e que mesmo curando, pode adquirir novamente se entrar em contato, sem o uso do preservativo”, lembra a chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesa, Mara Franzoloso.

 Segundo a técnica, as ISTs podem ainda provocar consequências graves para o organismo, com sequelas para o resto da vida e levar até ao óbito.  “As ISTs aumentam em até 18 vezes a chance de infecção pelo HIV/AIDS, por exemplo”, destaca.

 Atendimento – A Secretaria da Saúde do Paraná mantém em sua rotina o acesso gratuito ao diagnóstico , em todas as unidades de saúde, com a realização de testes rápidos para detecção de presença do vírus do HIV/AIDS, sífilis e hepatite viral. Estes exames ficam prontos em cerca de 30 minutos.

Pessoas diagnosticadas com as doenças são encaminhadas para tratamento, com  distribuição de medicamentos como antivirais, antirretrovirais, antimicrobianos e penicilina, entre outros.

 A Sesa tem intensificado ações, por meio de incentivos e cuidados, proporcionando o acompanhamento especializado para a gestante que tem o HIV  desde o pré-natal até o parto, além de aquisição e distribuição de Fórmula Infantil (leite) para crianças expostas ao HIV, garantindo nutrição de criança até os seis meses de idade.

 Dados – De 2018 para 2019, o Paraná aponta 19% de redução dos casos de Aids ; 22% na mortalidade por Aids  e  de 75% no número de casos de aids em menores de 5 anos.

 No mesmo período o estado conseguiu redução de 12% nos casos do HIV.

O Paraná é referência nacional no programa de eliminação da transmissão vertical do HIV, de mãe para filho. Curitiba e Umuarama receberam em 2019 o título de municípios livres da transmissão. Foram as únicas cidades do Brasil a obter a certificação.

 No mundo – De acordo com a Organização Mundial da Saúde, todos os dias ocorrem cerca de 1 milhão de novas ISTs.