Agosto Lilás: Sesa alerta sobre sinais de violência contra a mulher e reforça acolhimento na Rede de Atenção à Saúde. 06/08/2026 - 09:20
Neste Agosto Lilás, mês marcado pelos 20 anos da Lei Maria da Penha, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a importância da identificação precoce das situações de violência e do acolhimento às mulheres em toda a rede pública. O Agosto Lilás é um período para ampliar a informação e a conscientização, mas o enfrentamento a esse agravo precisa acontecer durante todo o ano.
As orientações e dados são da Divisão de Promoção da Cultura de Paz e Ações Intersetoriais (DVPAZ) da Sesa, que aponta a violência contra a mulher como uma grave questão de saúde pública, com impactos diretos na integridade física e na saúde mental das mulheres em situação de violência.
Segundo levantamento da Divisão, dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que o Paraná registrou 56.111 notificações de violência interpessoal e autoprovocada em 2025. Desse total, 66,6% (o equivalente a 37.411 registros) envolveram o público feminino.
Outro indicador destacado pela divisão é que 70% das ocorrências de violências (39.277 registros) aconteceram dentro da própria residência da pessoa em situação de violência, evidenciando a necessidade de ampliar a atenção, a prevenção e as ações de enfrentamento da violência no ambiente doméstico.
A Sesa ressalta que a violência doméstica costuma se manifestar em um ciclo de três fases: o aumento da tensão (com ameaças e controle), o episódio de explosão (agressão) e a aparente reconciliação. A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas de agressão: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Identificar esses comportamentos logo no início é fundamental para romper a situação de violência antes que ela se agrave.
A DVPAZ orienta ainda que, ao identificar sinais de violência, acolher sem julgamentos, orientar sobre os serviços disponíveis e fortalecer a rede de proteção intersetorial são atitudes essenciais para interromper os abusos e reduzir seus impactos.
Para garantir o atendimento e a proteção dessas mulheres, os serviços de saúde do Paraná atuam de forma integrada e sigilosa. A Rede de Atenção à Saúde (RAS) no Estado oferece acolhimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA), hospitais, pronto-socorros, SAMU (192) e SIATE (193).
Em casos de violência sexual, o Estado conta com hospitais de referência para cuidados clínicos imediatos e suporte psicológico.
Fortalecer a capacidade dos serviços de saúde para reconhecer as situações de violência, realizar o cuidado adequado e articular a rede de proteção intersetorial é parte fundamental da promoção da saúde e da garantia dos direitos das mulheres no Paraná.
Situações de emergência devem ser comunicadas à Polícia Militar pelo telefone 190, e denúncias ou orientações podem ser obtidas pela Central de Atendimento à Mulher, no Ligue 180.



