No Dia Mundial da Alimentação, Sesa reforça a importância da redução da insegurança alimentar 16/10/2026 - 09:37
O dia 16 de outubro marca o Dia Mundial da Alimentação. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para mobilizar o mundo no combate à fome e à desnutrição e para promover sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis. Em 2026, com o tema “Inovar hoje para Nutrir o Amanhã”, o convite é olhar para o futuro e buscar soluções hoje para garantir comida de verdade e em quantidade suficiente na mesa de todas as famílias, protegendo ao mesmo tempo o planeta para as futuras gerações.
“Garantir a segurança alimentar significa assegurar que todas as pessoas tenham direito de comer todos os dias, com qualidade e quantidade suficientes”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves, que explicou que a insegurança alimentar acontece quando surge a dúvida ou a falta real do alimento regular em casa. “Essa falta prejudica a saúde, o desenvolvimento das crianças, o rendimento nos estudos e no trabalho, afetando diretamente o bem-estar e a dignidade das famílias”, acrescentou.
A falta de segurança alimentar, gera além de fome e desnutrição, graves impactos à saúde, como deficiências nutricionais, obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, sobrecarregando o sistema de saúde.
Como estratégia do SUS para enfrentar esse desafio, no Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde reforça junto aos municípios paranaenses a importância da aplicação da TRIA (Triagem para Risco de Insegurança Alimentar), que identifica de forma rápida o risco de insegurança alimentar no lar e pode ser aplicada durante os cadastros, visitas domiciliares e atendimentos nas unidades de saúde da Atenção Primária à Saúde.
COMO FUNCIONA A TRIA - A triagem é realizada de forma simples e humanizada pelos profissionais de saúde, como Agentes Comunitários de Saúde (ACS), enfermeiros e médicos, durante a realização e atualização dos cadastros individuais, nas visitas domiciliares ou consultas de rotina. Voltada para cidadãos com 18 anos ou mais, a ferramenta consiste em duas perguntas fundamentais sobre os últimos três meses: Os alimentos acabaram antes que você tivesse dinheiro para comprar mais comida e, você comeu apenas alguns alimentos que ainda tinha, por que o dinheiro acabou?
Quando o cidadão responde "sim" a ambas as perguntas, o domicílio é classificado em risco de insegurança alimentar. A partir desse alerta, a equipe de saúde estabelece um plano de cuidado diferenciado e a reaplicação do questionário ocorre em prazos mais curtos (de 3 a 6 meses). Nos casos em que não há identificação de risco, a reavaliação é feita entre 6 e 12 meses.
A partir dessa resposta, a rede de saúde orienta a família e a conecta com serviços de proteção social e programas de segurança alimentar e nutricional.
INTEGRAÇÃO - Todos os dados coletados são registrados na Ficha de Cadastro Individual do usuário do SUS, diretamente no sistema e-SUS APS, ou prontuários próprios integrados, nas unidades de saúde. Esse mapeamento gera um panorama em tempo real da vulnerabilidade alimentar no território, permitindo que a gestão planeje políticas públicas direcionadas e eficientes e consiga intervir de forma precoce.
Mais do que um registro de dados, a TRIA é uma porta de entrada para a rede intersetorial de segurança alimentar e nutricional. Ao identificar uma família em risco e registrar essa informação no cadastro do SUS, esses dados migram para o CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) dessa família, permitindo que a assistência social possa visualizar essa informação, fazer uma busca ativa e apoiar essas famílias na inserção a programas municipais, estaduais ou federais de garantia da segurança alimentar e nutricional.
Essa busca ativa tem gerado resultados. Dados do Ministério da Saúde, publicados em 30 de setembro, mostram que entre 2023 e 2026 a TRIA foi aplicada em mais de 1,8 milhão de domicílios paranaenses. Deste total, 0,9% (15.918 lares) registram situação de risco, um número muito inferior ao parâmetro do Brasil, que é de 6,6%.
"Alimentação saudável e regular é um direito básico de todos. O Paraná tem atuado forte para identificar precocemente onde está o risco da fome e garantir que a saúde atue de mãos dadas com outros setores que possam apoiar essas famílias, na garantia da Segurança Alimentar e Nutricional. Ao cuidar das nossas famílias a partir das unidades de e saúde, damos um passo essencial para nutrir o futuro do nosso Estado com dignidade e saúde", concluiu Neves.
A Secretaria de Estado da Saúde reafirma que garantir o direito à alimentação adequada é, acima de tudo, garantir o direito à vida e à saúde digna para todos os paranaenses.



