Paraná reforça orientação a jovens e adolescentes sobre o consumo moderado de energéticos 18/08/2026 - 15:15
Muito presentes em festas, no pré-treino das academias ou como apoio durante longas madrugadas de estudos, as bebidas energéticas fazem parte da rotina de muitos jovens. Contudo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emite uma recomendação de utilidade pública: o consumo desses produtos exige moderação e cautela, especialmente por adolescentes que ainda estão em fase de desenvolvimento físico e neurológico.
A orientação foca em entender o que está sendo ingerido. Além de concentrações elevadas de cafeína, a fórmula dessas bebidas costuma incluir taurina e extrato de guaraná (uma fonte adicional de cafeína). A taurina atua nos processos metabólicos, e, em conjunto com os demais ingredientes, cria um efeito altamente estimulante. O ponto de atenção surge quando o consumo ocorre em grandes quantidades ou em intervalos muito curtos, forçando o organismo a trabalhar em um ritmo mais acelerado que o natural.
Quando não há moderação, os reflexos físicos costumam aparecer na forma de taquicardia (coração batendo mais rápido), palpitações e aumento da pressão arterial. A longo prazo, forçar constantemente o sistema cardiovascular pode favorecer quadros de arritmias e crises hipertensivas.
MISTURA E VIDA NOTURNA – A recomendação da Saúde também se estende a um comportamento comum na vida noturna: a mistura de energéticos com bebidas alcoólicas.
Neste cenário, o efeito estimulante do energético pode mascarar os sinais naturais de fadiga e de intoxicação pelo álcool. Sem perceber a embriaguez, o jovem pode acabar consumindo um volume maior do que o corpo suportaria. A orientação é evitar a combinação e intercalar sempre o consumo de qualquer bebida alcoólica com muita água.
ACOMPANHAMENTO NO PARANÁ – Para embasar políticas de prevenção e promoção da saúde, a Sesa monitora os indicadores da Atenção Primária à Saúde (APS) no âmbito estadual. Embora nem todos os registros sejam causados exclusivamente pelo consumo de estimulantes, o monitoramento mostra que a atenção à saúde do coração deve começar cedo.
Os dados estaduais apontam que, em 2025, os postos de saúde do Paraná registraram 1.803 atendimentos por arritmias cardíacas na faixa etária de 15 a 30 anos. Destes, foram 1.047 entre 15 e 24 anos, e 756 entre 25 e 30 anos. Na parcial de 2026, contabilizada até agora, já são 1.067 acolhimentos; sendo destes 617 na faixa de 15 a 24 anos e 450, focado no público entre 25 e 30 anos.
Em relação à hipertensão arterial (pressão alta), no ano passado, a Atenção Primária contabilizou 63.759 atendimentos de pacientes de 15 a 30 anos. Desse total, 21.500 registros foram de jovens entre 15 e 24 anos, e a maioria concentrou-se na faixa de 25 a 30 anos, com 42.259. Em 2026, as consultas parciais já somam 34.582 atendimentos, sendo 11.325 voltados ao público de 15 a 24 anos e 23.257 para o grupo de 25 a 30 anos.



