Saúde reúne técnicos para definir estratégias de enfrentamento a arboviroses diante do fenômeno El Niño no Paraná 04/09/2026 - 15:06
Com o objetivo de estabelecer diretrizes para a preparação, vigilância e resposta das ações aos impactos do fenômeno El Niño no período de 2026–2027, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) realizou em Curitiba, entre os dias 1º e 3 de setembro, uma reunião técnica com o foco principal em alinhar as medidas de enfrentamento às arboviroses — dengue, zika e chikungunya — em todo o território paranaense.
O evento contou com a participação de técnicos do Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e secretarias municipais de Saúde em diversas mesas de debates.
Durante a encontro, foram debatidos pontos estratégicos que incluem o monitoramento epidemiológico contínuo, a intensificação das vistorias de focos do mosquito, a capacitação de equipes de saúde para o diagnóstico precoce e o fornecimento de dados para a plataforma Paraná Saúde Digital no controle estatístico das doenças.
EL NIÑO - O fenômeno climático El Niño é conhecido por alterar os padrões de temperatura e chuva, criando condições altamente favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário, a Sesa vem se antecipando para coordenar ações conjuntas com as Regionais de Saúde e municípios, para oferecer uma resposta rápida e eficaz na proteção da população.
"O combate às arboviroses é realizado de forma constante pela Sesa, porém, com essa previsão de eventos severos, estratégias específicas, que diferem das habituais, estão sendo pensadas e executadas", destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Dados oficiais dos anos epidêmicos de 2016, 2019, 2020 e 2024, confirmam uma correlação direta entre o El Niño e o aumento de casos de dengue e óbitos no Paraná. Em 2016, o Estado registrou 62 mortes por dengue; em 2019, foram 34; em 2020, o número saltou para 194; e, em 2024, atingiu o pico de 738 mortes.
A Sesa reforça que a prevenção e o monitoramento precoce são ferramentas eficientes para mitigar os impactos climáticos na saúde pública e ressalta a importância do engajamento de toda a sociedade na eliminação de criadouros em ambientes domésticos e comerciais.
“Nossa prioridade é antecipar as diretrizes de vigilância e garantir que todas as regionais de saúde estejam rigidamente preparadas para responder a qualquer sinal de aumento nas notificações", alertou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa-PR, Maria Goretti David Lopes.
O efeito climático que começou de forma amena no mês de junho, está se apresentando de forma mais intensa. No estado do Paraná, o histórico recente evidencia a recorrência de eventos meteorológicos e hidrológicos extremos, como tempestades severas, vendavais, granizo, enxurradas e inundações, responsáveis por importantes impactos sobre a população e colocando em alerta o funcionamento dos serviços públicos.



