Ciclo da febre amarela é encerrado, mas a circulação viral permanece no estado
24/06/2020 - 16:43

O período sazonal 2019 -2020 da Febre Amarela termina nesta semana e o boletim divulgado hoje (24) pela Secretaria da Saúde do Paraná confirma 299 mortes de macacos contaminados pelo vírus no Estado. O monitoramento contabiliza dados desde em 1º de julho do ano passado.

Ao todo, foram 900 notificações para epizootias no estado. Além das 299 confirmadas, 75 seguem em investigação, 91 foram descartadas para a febre amarela e outras 435 mortes de macacos foram por causas indeterminadas.

Em relação ao boletim divulgado anteriormente (10/06), a publicação de hoje registra uma nova morte de macaco confirmada por febre amarela. Foi em Mallet, no Centro-Sul do estado.

O ciclo não apresentou casos de febre amarela em humanos; foram 123 notificações, mas 110 foram descartadas e 13 seguem em investigação.

“Temos redução quase total das ocorrências de mortes de macacos contaminados pelo vírus e nenhum caso em humanos. Porém, se ainda existe a morte de um animal por conta da doença, significa que o vírus está circulando no estado. Por isso, reforçamos a importância da vacinação contra a febre amarela”, afirma o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

Segundo orientação do Ministério da  Saúde, desde 2018 todos os municípios do estado passaram a ser área de recomendação vacinal contra a febre amarela. No período de 2018-2019 o Paraná registrou 487 notificações, 17 casos confirmados e uma morte causada pela doença no município de Morretes.

A vacina está disponível em todos os municípios e a orientação é para que as pessoas busquem informação junto às secretarias municipais sobre os locais indicados neste momento para aplicação a dose.

A imunização contra a febre amarela é prevista para a faixa etária entre 9 meses a 59 anos, 11 meses e 29 dias. “Trata-se de uma vacinação seletiva, ou seja, a situação vacinal individual deve ser avaliada pelo profissional de saúde antes da aplicação”, explica a chefe do Programa estadual de Imunização, Vera Rita da Maia.

“A população não pode se descuidar. A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por um mosquito, e a melhor forma de prevenção é a vacina”, alerta.

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