Vírus Respiratórios

 

 
 INFORME DE VÍRUS RESPIRATÓRIOS

 

Vigilância Integrada da Covid-19, Influenza e outros Vírus Respiratórios de importância em Saúde Pública 

Os vírus respiratórios são os mais frequentes agentes etiológicos responsáveis por causar doença em humanos, com importante impacto na morbidade e na mortalidade da população em todo o mundo. Diversas famílias de vírus respiratórios estão bem adaptadas à eficiente transmissão pessoa a pessoa e circulam em escala global. Os vírus influenza, vírus sincicial respiratório, vírus parainfluenza, metapneumovírus, rinovírus, coronavírus, adenovírus e bocavírus são os que circulam mais comumente em todos os continentes como agentes endêmicos, epidêmicos ou pandêmicos.

Historicamente, a vigilância epidemiológica estruturada para esses agravos no Brasil teve início no ano 2000, por meio da implantação da vigilância sentinela da Síndrome Gripal (SG), com foco inicial no monitoramento do vírus Influenza. Em 2009, impulsionada pela pandemia de Influenza A(H1N1)pdm09, o Ministério da Saúde instituiu a vigilância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em janeiro de 2010, essa estratégia foi expandida para abranger a notificação dos óbitos por SRAG, independentemente da ocorrência de internação hospitalar.

A partir de 2020, com a emergência global do SARS-CoV-2, a infraestrutura da vigilância de Influenza foi fundamental para absorver a demanda de notificações, culminando na consolidação da estratégia de Vigilância Integrada da COVID-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios de Importância em Saúde Pública. Esse modelo evoluiu de uma resposta emergencial para uma abordagem de monitoramento contínuo e integrado de base sindrômica, essencial para identificar precocemente alterações nos padrões de transmissão, detectar variantes de preocupação e subsidiar a tomada de decisões em saúde pública.

Vigilância Sentinela da Síndrome Gripal (SG)

No Paraná a Vigilância Sentinela de SG é composta por uma rede de 34 serviços de saúde para atendimento, que estão distribuídos nas 22 Regiões de Saúde (RS) e em 28 municípios, sendo preconizada a coleta de 05 amostras semanais de casos de SG por unidade sentinela. A Vigilância Universal de Srag monitora os casos hospitalizados e óbitos. Ambas possuem o objetivo de identificar o comportamento dos vírus respiratórios, orientando os gestores de saúde na tomada de decisão, frente a ocorrência de casos graves e surtos.

Vigilância Universal de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

A SRAG é considerada uma complicação da SG. Em geral, a internação hospitalar é indicada devido à presença simultânea de um quadro de Síndrome Gripal, dispneia/desconforto respiratório e/ou sinais de gravidade, como saturação de O2 menor ou igual a 94% em ar ambiente.

Todos os casos hospitalizados e óbitos (independente de hospitalização) de SRAG – que atendam a definição de caso – devem ser notificados, em até 24 horas, no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe).


 
 DEFINIÇÕES OPERACIONAIS
 
 INFLUENZA
 
 COVID-19

Infecção respiratória aguda causada pelo SARS-CoV-2, de elevada transmissibilidade e de distribuição global.

O SARS-CoV-2 é um vírus pertencente ao subgênero Sarbecovírus, gênero Betacoronavírus, da subfamília Orthocoronavirinae, família Coronaviridae, subordem cornivirineae, da ordem Nidovirales. Esse coronavírus é o sétimo coronavírus conhecido a infectar seres humanos.

O SARS-CoV-2 espalha-se, principalmente, quando uma pessoa infectada está em contato próximo com outra pessoa (por exemplo, em uma conversa). No entanto, a transmissibilidade do vírus depende da carga viral, o tipo de contato que a pessoa tem com a outra, o ambiente e o tipo de medidas de prevenção e controle presentes

Manifestações clínicas

A infecção pelo SARS-CoV-2 pode variar de casos assintomáticos e manifestações clínicas leves até quadros moderados, graves e críticos, sendo necessária atenção especial aos sinais e sintomas que indicam piora do quadro clínico e exijam a hospitalização do paciente.

Os sinais e sintomas mais comuns na infecção por SARS-CoV-2 incluem: febre ou calafrios, tosse, fadiga, anorexia, dispneia, mialgia e dor de cabeça. Outros sintomas não específicos, como dor de garganta, congestão nasal ou coriza, e dor de cabeça, também foram reportados por casos confirmados de covid-19. Sintomas gastrointestinais como náusea, vômito ou diarreia, às vezes ocorrendo antes da febre ou do início de sinais e sintomas do trato respiratório inferior, também foram relatados na infecção por SARS-CoV-2, bem como a ocorrência de anosmia (perda de olfato) e ageusia (perda de paladar), antes do início dos sintomas respiratórios.

Medidas de prevenção gerais

● Vacinação contra a COVID-19, conforme Plano Nacional de Vacinação.

● Intensificar as medidas que evitam a transmissão dos vírus respiratórios:

a) Frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento. No caso de não haver disponibilidade de água e sabão, usar álcool gel a 70%.

b) Utilizar lenço descartável para higiene nasal.

c) Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir.

d) Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.

e) Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

f) Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.

g) Manter os ambientes bem ventilados.

h) Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de Síndrome Gripal.

i) Evitar sair de casa em período de transmissão da doença.

j) Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados).

k) Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

l) Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola etc.) por 5 dias a partir da data de início dos sintomas.

m) Realizar o uso contínuo de máscara bem ajustada ao rosto (preferencialmente cirúrgica ou PFF2/N95) até o 10º dia do início dos sintomas ou teste positivo nos casos assintomáticos.

n) Evitar contato com pessoas com fatores de risco para agravamento por doenças respiratórias, em especial idosos, imunossuprimidos e pessoas com múltiplas comorbidades.

o) Evitar viagens e refeições próximas a outras pessoas. 

p) Buscar atendimento médico em caso de sinais e sintomas compatíveis com a doença, tais como: aparecimento súbito de: calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia, prostração, rinorreia e tosse seca. Podem ainda estar presentes: diarreia, vômito, fadiga, rouquidão e hiperemia conjuntival.

Tratamento

A maioria dos casos de covid-19 apresentam sintomas leves e podem ser tratados ambulatorialmente. Medicamentos analgésicos e antipiréticos podem ser utilizados para manejo dos sintomas. Para adultos com alto risco de progressão para doença grave, opções terapêuticas antivirais estão disponíveis para reduzir o risco de hospitalização ou morte em nível ambulatorial.

No Brasil, foi incorporada ao SUS a associação dos fármacos antivirais nirmatrelvir e ritonavir (NMV/r), para ser utilizado no tratamento da infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em grupos populacionais específicos, com o objetivo de reduzir o risco de internações, complicações e óbitos pela covid-19 nessas populações, que são mais vulneráveis a apresentarem agravamento pela doença.

Dessa forma, o NMV/r está indicado para pacientes com alto risco para evolução para doença grave, com diagnóstico confirmado de covid-19 (por TR-AG ou exame de biologia molecular), com sintomas leves e moderados (não graves) e que não requerem oxigênio suplementar, independentemente da condição vacinal, a saber:

a) Imunocomprometidos com idade ≥ 18 anos.

b) Pessoas com idade ≥65 anos.

Ressalta-se que o NMV/r deve ser administrado em até 5 dias do início dos sintomas.

 

Histórico / Publicações - Pandemia Covid-19 (2020/2022)

 
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Em caso de dúvidas, a população pode ligar para a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná:

  • 41 3330-4300

Atendimento aos profissionais de saúde:

  • (41) 3330 4561 (DVVTR)
  • (41) 3330 4492 (Cievs)