Regionais recebem treinamento para tratar raiva humana

19/06/2019 - 15:10

raiva
A Secretaria de Estado da Saúde realizou nesta semana a última etapa da capacitação para aprimorar o tratamento da raiva humana, transmitida por animais. O ciclo de treinamento, chamado Atendimento e Profilaxia Antirrábica Humana, terminou na 5ª Regional de Saúde, em Guarapuava, mas passou por todas as 22 Regionais e contou com a participação de mais de 1.600 profissionais, da Atenção Básica e da Vigilância em Saúde.

O treinamento foi elaborado para chamar a atenção dos profissionais para os procedimentos indicados no protocolo de tratamento profilático da raiva humana.

A transmissão da raiva ocorre através da saliva de um mamífero infectado, sobretudo através da mordedura de animais. O atendimento antirrábico humano é o segundo maior número de notificações no Paraná, ficando somente atrás da dengue.

Em média, ocorrem cerca de 45 mil notificações anuais de atendimento antirrábico. Dessas 88% acontecem em decorrência de agressões por cães, 7% por gatos, 1% por morcegos e 4% por outros animais, como quati, boi, vaca, cavalo e porco.

Atualmente, o Paraná é considerado área de raiva controlada, conforme definição da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS). O último caso de raiva humana autóctone no Estado foi registrado em 1987, no município de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

“É importante destacar que qualquer acidente com morcegos ou animais domésticos, como gatos e cachorros, exigem a procura imediata de uma unidade de saúde para avaliação do caso”, explica o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Os morcegos também estão na área urbana e representam o maior risco para infecção por raiva. “Se uma pessoa encontrar um morcego com hábitos incomuns (voando durante o dia ou caído no chão), a indicação é isolar o local onde o animal foi encontrado ou prendê-lo com um balde, por exemplo”, orienta a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Raiva, Tatiane Brites Dombroski.

Segundo ela, não se deve tocar no animal de forma nenhuma. E deve-se contatar a Secretaria Municipal de Saúde”.

A raiva é uma doença grave e pode até provocar a morte do paciente. No caso de contato com um animal suspeito, a pessoa deve lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente um serviço de saúde.

As formas de profilaxia variam de acordo com a exposição. “Todos os profissionais devem estar atentos ao histórico do paciente, verificando se a pessoa esteve exposta a alguma situação de risco e seguir o protocolo de atendimento antirrábico rigorosamente, avaliando caso a caso”, reforça Tatiane.

 

Orientações à população:

          Evite tocar em qualquer morcego, vivo ou morto.

          Os morcegos são animais de hábitos noturnos. Quando encontrados caídos ou voando durante o dia, podem estar doentes, com o vírus da raiva.

          O contato direto com morcegos por toque, arranhões ou mordidas é grave. Caso isso aconteça, procure a unidade de saúde mais próxima.

          Qualquer espécie de morcego pode transmitir o vírus da raiva, não apenas o hematófago.

          É importante a vacinação anual contra raiva de cães e gatos, mesmo para animais idosos e que não tenham acesso às ruas.

          Para humanos, não há indicação de vacinação prévia, com exceção dos profissionais que trabalham na área e com manejo de animais, conforme avaliação baseada no protocolo do Ministério da Saúde.

No caso de sofrer qualquer tipo de agressão por animais mamíferos:

          Lave o ferimento imediatamente com água corrente e sabão.

          Procure rapidamente uma unidade de saúde.

          Faça o tratamento quando for indicado sem faltar às vacinações.

          No contato com morcego (lambedura, mordedura ou arranhão), ou no caso de acordar com o animal caído dentro do quarto de dormir, procure o serviço de Saúde para avaliação do caso.

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