Sesa apoia campanha de conscientização sobre esquizofrenia 22/05/2026 - 15:34
A esquizofrenia não é uma doença comum, mas nas pessoas acometidas por ela, os sintomas podem ser severos e incapacitantes. Algumas pessoas se recuperam completamente e encontram uma melhora em seus sintomas, mas outras continuam a sofrer por um período prolongado de tempo, em que os sintomas podem durar anos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a esquizofrenia é a terceira causa de perda da qualidade de vida entre os 15 e 44 anos. São cerca de 1,6 milhão de brasileiros que, além da doença, sofrem com o estigma.
O secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves, destaca que o Governo do Estado tem investido constantemente na ampliação do cuidado aos pacientes com transtornos mentais, garantindo que mais paranaenses tenham acesso gratuito a tratamentos seguros e eficazes.
“O objetivo principal da gestão é ampliar o cuidado, diminuir o sofrimento e oferecer mais dignidade às pessoas que enfrentam transtornos mentais. A rede estadual de saúde mental conta com uma estrutura robusta para atender a população”, esclareceu o secretário.
Neste mês, no dia 24 de maio, é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esquizofrenia. A Secretária de Estado da Saúde (Sesa) está apoiando a iniciativa da Associação Mãos de Mães de Pessoas com Esquizofrenia (AMME) que irá promover um encontro no dia 30 de maio (sábado), no Parque Barigui, em Curitiba, entre 10h e 17h. A tenda terá a participação de enfermeiros da saúde mental, profissionais de psicologia e familiares de pessoas com esquizofrenia. Em caso de chuva, o ato será adiado para data posterior.
SINTOMAS, SINAIS E CAUSAS - Se não estiverem recebendo tratamento, as pessoas com esquizofrenia têm sintomas e sinais persistentes que são chamados de psicose. Na fase aguda experimentam um pensamento desordenado, onde as atividades de vida diária, como ir ao trabalho e fazer as tarefas domésticas, podem se tornar confusas.
Elas acabam experimentando dificuldades para interagir com quase tudo ao seu redor. Costumam manter crenças falsas que não são compartilhadas por outras pessoas pertencentes ao mesmo círculo cultural e também experimentam alucinações onde veem, cheiram, ouvem ou sentem coisas que na verdade não existem. Como exemplo, as vozes que ninguém mais ouve são, na maioria das vezes, parte de experiências de alucinações típicas de pessoas com diagnóstico de esquizofrenia. Os sinais também podem incluir baixa motivação, discurso ou comportamento desorganizado, redução do envolvimento em eventos sociais e sentimentos alterados.
Uma combinação de fatores genéticos e hereditários contribui para a esquizofrenia. Algumas pessoas podem nascer com predisposição biológica para desenvolver esse tipo de doença mental. Estresse e abuso de drogas podem aumentar os riscos. Estudos dizem que cerca de uma em cada 100 pessoas desenvolvem esquizofrenia. A maioria dessas pessoas poderá ser afetada pela primeira vez no final da adolescência ou por volta dos vinte anos.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, explica que a prevenção e o tratamento precoce são fundamentais para a qualidade de vida dos pacientes.
“O acesso ao tratamento efetivo através da maior integração da atenção primária com a atenção especializada em saúde mental é uma prioridade da gestão estadual, que tem trabalhado para melhorar o acesso ao tratamento com antipsicóticos de segunda geração, que apresentam menor incidência de efeitos colaterais”, explicou a diretora.
TRATAMENTO - O tratamento da esquizofrenia ajuda a reduzir e até mesmo eliminar totalmente os sintomas. A combinação de medicamentos e abordagem psicossocial pode funcionar muito bem, pois enquanto a medicação ajuda no restabelecimento do equilíbrio bioquímico cerebral, o apoio emocional e comunitário pode ajudar as pessoas a serem mais informadas e conscientes sobre sua condição de saúde.
O Estado do Paraná tem investido R$ 30 milhões por ano para ampliar a oferta gratuita de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo opções modernas como o zuclopentixol e a paliperidona, destinados ao tratamento complementar da esquizofrenia e do transtorno esquizoafetivo.
A prevenção da esquizofrenia envolve diminuir o risco de manifestação precoce com proteção das crianças contra a exposição à negligência, abuso infantil e violência dos pais usuários de drogas. Também inclui diminuir a vulnerabilidade e exposição ao uso de álcool e drogas antes dos 21 anos e proteger o neurodesenvolvimento cerebral infantil através de campanhas públicas de proteção e incentivo ao fortalecimento do vínculo materno-infantil.
A prevenção do estigma contra a esquizofrenia é feita através de psicoeducação, abordagem terapêutica psicossocial, protesto contra a estigmatização de eventos divulgados pela mídia, capacitação de agentes dos meios de publicidade, abordagem familiar integrada aos tratamentos e campanhas públicas de conscientização.
A chefe da Divisão de Atenção à Saúde Mental da Sesa, Suelen Gonçalo, enfatiza a importância de combater o preconceito e garantir um acolhimento humanizado aos pacientes e suas famílias.
"A prevenção é algo que precisa ser feito por todos, unindo o setor público, privado, entidades civis e cidadãos em prol de um objetivo comum que é o de salvar vidas por meio do diálogo e do acolhimento", destacou Suelen. A linha de cuidado em saúde mental no Paraná contempla desde as Unidades Básicas de Saúde até a atenção especializada.
ESTRUTURA E INVESTIMENTOS - A rede estadual de saúde mental possui uma estrutura robusta para atender a população paranaense. O Estado conta com 160 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sete Serviços Integrados de Saúde Mental (SIMPR), 41 equipes multiprofissionais de atenção especializada, além de leitos em hospitais gerais e especializados, somados à Atenção Primária em Saúde.
A Divisão de Saúde Mental da Sesa dá suporte técnico para as 22 Regionais de Saúde, que envolvem os 399 municípios do Estado.
O atendimento direto à população acontece principalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial, que são estruturas fundamentais para a prevenção, tratamento e acompanhamento de pessoas com transtornos mentais. Em situações emergenciais, o atendimento pode ser feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Onde buscar ajuda na rede pública do Estado do Paraná:
- Unidades Básicas de Saúde (UBS)
- Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
- Ambulatórios de Saúde Mental no seu município
- Unidades de Pronto Atendimento (UPA)
- Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192)
LINHA DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL - Diante das diferentes necessidades apresentadas pela pessoa com esquizofrenia, a Linha de Cuidado em Saúde Mental está implantada e em processo de ampliação e qualificação permanente no estado do Paraná. Composta por pontos de atenção do SUS, esta Linha de Cuidado contempla desde a atenção primária à saúde, nas Unidades Básicas de Saúde e Postos de Saúde, até a atenção especializada em Saúde Mental, através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ambulatórios e leitos de saúde mental.



