Sesa e Ministério da Saúde discutem fortalecimento da rede de atenção no Paraná 26/03/2026 - 16:20

O último dia do Saúde em Movimento, realizado nesta quinta-feira (26) em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, debateu a necessidade de um sistema de saúde mais integrado e menos fragmentado. Durante a mesa-redonda "Cuidar, Regular e Prevenir", representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do Ministério da Saúde discutiram como o fortalecimento da vigilância é o caminho para reduzir as desigualdades territoriais e otimizar o atendimento à população.

A diretora de Contratualização e Regulação, Raquel Mazetti Castro apresentou as estratégias da Sesa para a organização de fluxos e priorização assistencial. Ela demonstrou como o monitoramento em tempo real e o planejamento estratégico regional estão reduzindo filas e otimizando o cuidado em todo o estado. Entre os destaques, Raquel abordou os investimentos em atendimento ambulatorial pré-cirúrgico, obras, equipamentos, ferramentas de gestão de saúde pública e a ampliação de leitos.

Para Raquel, a qualificação das filas por meio de um conjunto de ações sistematizadas destinadas à revisão, atualização e organização dos registros de usuários, gerou um impacto significativo. O tempo de espera entre a solicitação e a internação caiu de 31h25 (2019) para 06h08 (2025), a fila para consultas e exames reduziu 68%, e as taxas devem continuar caindo. “A Sesa pactuou, por meio da CIB, o processo de interoperabilidade, ou seja, unificar as filas do estado, municípios e consórcios. Isso resultará em ainda mais celeridade no atendimento do paciente”, afirmou.

Mariângela Simão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, apresentou as prioridades da área para fortalecer a rede de atenção. Segundo ela, o cenário atual revela avanços significativos, como a erradicação da poliomielite e do sarampo, o fim da transmissão vertical do HIV, a redução da mortalidade infantil por doenças infecciosas e o aumento da cobertura vacinal em todo o território nacional. No entanto, o sistema enfrenta desafios complexos, como a fragmentação de ações, as disparidades regionais em um país de dimensões continentais e a necessidade de integrar bases de dados obsoletas com novas tecnologias.

“Para fortalecer a rede de atenção, é prioritário descentralizar efetivamente as ações de vigilância e integrá-las à rotina dos serviços de saúde. Porém, a desinformação é o pior dos desafios, porque influencia políticas públicas de saúde”, ressaltou a secretária. O diretor-geral da Sesa, César Neves, corroborou com Mariângela e afirmou que “o retrocesso vacinal precisa ir além das políticas partidárias”. Em 2025, o Paraná vacinou contra a gripe 53,92% da população-alvo (crianças, idosos e gestantes). A cobertura em todo o Brasil foi de 47,40%.

Adriano Massuda, secretário-executivo do Ministério da Saúde, referenciou que a retomada da cobertura vacinal e a redução de filas são parte de ações constantes do Governo Federal e que o apoio dos gestores estaduais é fundamental. “Tenho acompanhado de perto e testemunhado as evoluções na organização de um acesso mais equitativo, sendo o Paraná um parceiro e pioneiro na implementação do atendimento integral, com trocas muito positivas entre o estado e o Governo Federal”.

César Neves fechou o debate com o compromisso de que, “no Paraná, a saúde pública é resultado de gestão responsável e compromisso com as pessoas".

SAÚDE EM MOVIMENTO - O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), promove entre os dias 24 e 26 de março, no Expotrade em Pinhais, o “Saúde em Movimento 2026”. O evento propõe atualizar gestores, prestadores e trabalhadores da área em ações estratégicas para o fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde do Estado.

O encontro reúne diretores e técnicos de diversas áreas da Sesa, secretários municipais de saúde dos 399 municípios, dirigentes e apoiadores do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR), diretores dos Consórcios Intermunicipais de Saúde, tutores do PlanificaSUS Paraná, coordenadores da Atenção Primária à Saúde (APS), Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).

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