Sesa mantém atenção no controle da Covid-19 junto às comunidades tradicionais
28/08/2020 - 11:25

Desde o início da pandemia, a Secretaria da Saúde do Paraná monitora os casos de Covid-19 nas comunidades negras tradicionais e quilombolas. O decreto 4959/2020 do governador Ratinho Júnior incluiu esta população como grupo de risco para a doença.

As comunidades negras tradicionais e quilombolas estão presentes em vários municípios do estado, são aproximadamente 50, segundo o Grupo Clovis Moura e Fundação Palmares. São 2.236 famílias e 8 mil pessoas.

O secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, participou nesta semana de “live” no programa Paraná Afro, exibido na TV Paraná Turismo e reafirmou o monitoramento que está sendo feito diante da pandemia. “Estamos acompanhando as ocorrências da doença entre os negros pelo sistema Notifica Covid-19, que contempla o campo raça/cor; assim traçamos o perfil da população acometida pela Covid e adotamos estratégias direcionadas”, disse o secretário.

Monitoramento – Levantamento do registrado pelo CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) aponta um surto em uma das comunidades quilombolas do estado, com 26 casos confirmados.

“A Sesa mantém o compromisso de apoio institucional e técnico aos 399 municípios na execução de políticas de saúde, desenvolvendo frentes de trabalho do Governo do Estado de modo a desenvolver ações que contribuam para mitigar os efeitos a curto, médio e longo prazos, reduzindo os impactos da pandemia nas populações vulneráveis”, afirmou Beto Preto. “Reforçamos que as secretarias municipais devem manter um olhar atento a essas comunidades”, complementou.

A Secretaria de Estado da Saúde tem participado ainda de diversas instâncias do controle social para discussão e encaminhamento de demandas populações quilombolas diante da pandemia. Entre elas o Grupo de Trabalho Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná e o Conselho estadual de Promoção da Igualdade Racial.

Recomendação – Durante a pandemia, a Sesa recomenda aos municípios que incentivem os agentes comunitários vinculados às comunidades quilombolas, para que realizem atividades de promoção em saúde sobre higienização das mãos, uso de máscaras e distanciamento físico e que fiquem mantidas as visitas de equipes da saúde, de maneira a assegurar o cuidado às famílias residentes nas comunidades.

Neste período, a Sesa garantiu ainda o acesso às vacinas do sarampo, gripe e febre amarela, de acordo com as faixas etárias preconizadas pelo Ministério da Saúde. “A imunização faz parte das medidas protetivas, pois evita que as pessoas adoeçam, tenham que procurar atendimento médico e acabem sendo contaminadas pelo coronavírus”, explicou Beto Preto.

Dados – Boletim da Sesa publicado ontem (27) informa que entre os pacientes internados pela Covid-19, 14% são negros. O perfil dos óbitos por infecção do coronavírus aponta 601 mortes de pessoas da raça negra.

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