Técnicos discutem corredor de circulação do vírus da Febre Amarela no sul do País
25/04/2019 - 15:50

CORREDOR
O encontro para planejamento de medidas de prevenção e combate à febre amarela está sendo realizado na Secretária da Saúde do Paraná, em Curitiba. Participam da discussão, que começou segunda-feira e termina hoje (25), técnicos do Grupo de Arboviroses do Ministério da Saúde, da SUCEN - Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo, das Secretarias da Saúde do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz.

O objetivo é antecipar a rota de circulação do vírus da doença e com esta informação adotar medidas preventivas de combate nos estados da região Sul.
“Estamos estudando a possibilidade de incorporar, em todas as secretarias, uma plataforma online para captação de informações sobre a presença do mosquito transmissor da febre amarela e sobre a morte de macacos também infectados pelo vírus. Esta plataforma vai ajudar as operações de vigilância e dar mais oportunidades para a adoção de ações de combate”, explicou o consultor do Grupo Técnico de Vigilância das Arboviroses do Ministério da Saúde, Alessandro Martins Romano.

Segundo o consultor, a Fiocruz, que é vinculada ao Ministério da Saúde, já desenvolveu uma plataforma utilizada na área da Saúde de Biodiversidade e “a experiência com esta ferramenta deverá ser remodelada para traçar previamente as rotas ecológicas que do vírus da febre amarela ”, complementou.
“A Secretaria da Saúde do Paraná está nos proporcionando um exercício de antecipação junto com os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e as metas são: a convergência de ações, a prevenção da doença e a proteção das população”, afirmou Alessandro Romano.

PLATAFORMA – “Este trabalho poderá servir de piloto para o País”, disse a coordenadora da plataforma de Biodiversidade da Fiocruz, Márcia Chame. “A Secretaria da Saúde do Paraná, por meio do Centro de Informações Estratégica em Vigilância em Saúde(CIEVS), já faz um trabalho considerado modelo em georreferenciamento e com esta plataforma de dados vamos aumentar a capacidade de previsão”.

“O Paraná se antecipou em uma série de ações e queremos ampliar as medidas preventivas com apoio dos gestores municipais, orientando e vacinando os moradores”, disse Paula Linder, médica veterinária do CIEVS.

O biólogo da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, Marco Antonio Almeida destacou que esta é uma ação solidária. “É preciso que um estado ajude o outro com vigilâncias ativas e integradas para evitarmos que as pessoas adoeçam”, afirmou.

Para o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto esse trabalho de parceria é fundamental para o enfrentamento da doença e ele lembra a importância da população procurar as unidades de saúde para tomar a vacina contra a doença. “A vacina contra a febre amarela continua à disposição em todo o Paraná. É essencial que todos busquem essa forma segura de proteção. Pode ser vacinado quem tem entre 9 meses e 59 anos de idade.”

AÇÕES – A primeira etapa do trabalho em parceria com o Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde do Paraná foi no mês passado, com uma ação de campo de combate à febre amarela. Equipes percorreram áreas rurais, matas e reservas ecológicas dos municípios de São José dos Pinhais, Castro, Ponta Grossa, Jaguariaíva, Tibagi, Piraí do Sul, e Carambeí em uma grande operação para buscar pessoas não vacinadas e macacos contaminados.
Foram realizadas entrevistas em 37 locais e 1.836 pessoas atingidas, com orientações e sensibilização para a vacinação contra a doença.

O Paraná registra 15 casos da doença confirmados, incluindo 1 morte. 85 ocorrências seguem em investigação. Os municípios com epizootias (morte de macacos) confirmadas são: Antonina, Morretes, Paranaguá, São José dos Pinhais, Castro e Jaguariaíva.

APLICATIVO - A Fiocruz mantém um aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente. Por meio do SISS-GEO (Sistema de Informação de Saúde Silvestre) o usuário pode informar imediatamente ao MS no caso de encontrar macacos mortos em qualquer região do país.

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